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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Quando as mães matam os filhos

No final de uma semana que ficou marcada pela morte trágica de duas crianças, alegadamente pelas mãos da própria mãe, recordamos outros casos em que as progenitoras decidiram tirar a vida aos filhos.

Comecemos pelo ano de 2012. Em pleno verão, Luciana Garcia, dentista de nacionalidade brasileira, entrou no quarto onde dormiam os dois filhos, regou os móveis com gasolina e incendiou a casa.
Letícia, de 11 anos, e Leonardo, de 13, não resistiram e pereceram perante as chamas que consumiram a habitação em Castro Marim, distrito de Faro.
Luciana, de 40 anos, estava a braços com uma grave depressão. Estava medicada, mas os fármacos não foram suficientes para a impedir de cometer dois crimes de homicídio.
O suicídio não foi propriamente uma novidade. A dentista de profissão já tinha feito publicações no Facebook nesse sentido, mas nunca referiu que levaria consigo os dois filhos.
O pai das crianças, Márcio Gioso, também brasileiro e também dentista – o casal era proprietário de uma clínica dentária – não queria acreditar no que aconteceu quando recebeu o alerta para um incêndio em casa. Quis ver os corpos dos filhos, mas as autoridades não permitiram.
Quatro meses depois, desta feita na localidade de Preces, em Alenquer, nova tragédia. Keli Oliveira, uma jovem brasileira de 30 anos, fechou os dois filhos na sala da habitação onde moravam e ateou o fogo aos sofás.
Henrique, de três anos, e Rafael, de apenas um ano, morreram asfixiados. Antes de fugir da habitação com as suas malas, Keli deixou um papel colado na porta dirigido ao marido: “Agora já podes ficar com os teus filhos”. Pelo caminho ainda ligou à sogra a contar-lhe o que havia feito, por vingança.
Horas mais tarde, a dupla homicida, que enfrentava uma depressão pós-parto, foi capturada. Julgada no tribunal de Alenquer foi condenada a 24 anos de prisão. Ficou provado que o mote do crime foram os ciúmes que Keli tinha do marido relativamente à atenção que este dava às crianças – a mesma o confirmou ao colectivo de juízes. A relação difícil com a sogra também ajudou a desencadear a tragédia.
Cerca de um mês depois, em janeiro de 2013, uma professora de Artes Visuais também matou os dois filhos. Eliana Sanches, de 40 anos, envenenou David e Rúben, de 13 e 12 anos, respetivamente, no interior da sua viatura que estacionou na mata do Jamor, junto ao Estádio Nacional, em Oeiras.
Depois de cometidos os dois homicídios, a mulher tapou as duas crianças e então suicidou-se. Morreu por asfixia ao colocar na cabeça um saco de plástico que fechou com fita-cola.
O crime ocorreu depois de o tribunal a ter proibido de ver os dois meninos sem a presença de terceiros. Estava a braços com uma depressão profunda e o tribunal optou por atribuir a guarda das crianças ao pai, que já estava separado de Eliana.
Ainda a história trágica de David e Rúben não estava esquecida e já era noticiado novo infanticídio. Em fevereiro, também de 2013, Manuela Paçó, uma professora de matemática de 47 anos, hospedou-se num hotel de Guimarães com o filho, autista, de 12 anos. Depois atirou Martim pela janela do quarto andar e atirou-se de seguida. No hotel foi encontrada uma pizza, sumos e antidepressivos.
O último caso remonta ao início deste ano. Uma mulher de 53 anos, doente oncológica, desempregada e viúva – o marido tinha-se suicidado pouco tempo antes – envenenou o filho Gabriel, de 11 anos, com pesticida. De seguida ingeriu a mesma substância e morreu também.
Maria Violante Pontes foi encontrada pela filha mais velha deitada na cama, ao lado de Gabriel, na habitação onde ambos viviam na Ponta do Sol, na Madeira.
Fonte: NM


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