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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Podemos não votará 'não' se Sánchez fizer acordo com Ciudadanos

O líder do Podemos, Pablo Iglesias, clarificou hoje que votará contra a investidura do socialista Pedro Sánchez caso este chegue a um acordo com o Ciudadanos (centro-direita), insistindo que o PSOE só chegará ao Governo com o apoio da esquerda.

Para Iglesias,"o PSOE e o Ciudadanos podem negociar o que quiserem", que tal "não passa de castelos no ar" ou "fogo-de-artifício", já que os socialistas somam 90 deputados e o Ciudadanos outros 40.
Ou seja, de acordo com Iglesias, 130 deputados "não chegam para a investidura" (numa primeira ou mesmo numa segunda votação) e muito menos "para formar um Governo".
O líder do Podemos (65 deputados), que propôs ao PSOE um governo de coligação juntamente com a Izquierda Unida (comunistas) e o apoio de outras forças, deixou assim claro que votará "Não" e exortou Sánchez a não contar com a sua hipotética abstenção.
Mesmo que tenha um acordo com o Ciudadanos, o PSOE continua a precisar de outras forças pequenas e, mais importante, pelo menos a abstenção de um dos dois partidos com mais assentos: o Podemos ou o PP (que ganhou as eleições, e elegeu 123 deputados).
"É uma questão de matemática", disse Iglesias.
O problema, disse, "é que este não é um acordo de Governo nem de investidura, ainda que o próprio Papa o ratifique".
"Os números não batem certo: são 90 mais 40 deputados (...) Se o PP não se juntar a esse acordo, não é um acordo de governo nem de investidura", insistiu Iglesias, acrescentando que a sua proposta "é diferente e está mais perto da realidade aritmética: um governo de coligação e de progresso".
Por isso disse confiar que Pedro Sánchez não irá a 02 de março ao parlamento espanhol "para fazer teatro" ou "um comício" de campanha.
Iglesias insistiu que a única possibilidade de Sánchez chegar ao Palácio da Moncloa (sede do Governo espanhol) é chegar a acordo com o Podemos, a Izquierda Unida e o Compromís - formação regional de Valência que concorreu com a marca do Podemos, mas que formou um grupo à parte.
Já o PP de Mariano Rajoy já alertou que votará contra qualquer iniciativa de Governo que não seja liderada pelo líder dos populares, argumentando que foi a força mais votada nas eleições de 20 de dezembro.
Fonte: NM


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