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domingo, 21 de fevereiro de 2016

"Não tenho dinheiro para mercearias". Carta a CEO custou-lhe emprego

Carta aberta ao CEO da Yelp custou emprego a Talia Jane.

Talia Jane trabalhava no atendimento ao cliente da Eat24, uma subsidiária da multinacional Yelp, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos
A Eat24 é um dos vários serviços garantidos pela Yelp. O seu foco são os serviços de entrega ao domicílio. Após meses a trabalhar para a empresa, Talia ganhou coragem e publicou no Twitteruma carta aberta ao CEO da Yelp, Jeremy Stoppelman (na imagem), a justificar que ganhava pouco perante o elevado custo de vida em São Francisco. Acabou despedida.
Talia, de 25 anos, conta que ganhava pouco mais de sete euros à hora e confessou que se endividou com o cartão de crédito para se poder mudar para São Francisco.
Contratada no próprio dia em que foi entrevistada, Talia, formada em Literatura inglesa, desabafou que vivia há seis meses a comprar arroz e a aproveitar as sobras de comida asseguradas pela empresa. Cerca de 80% do ordenado desaparecia logo no momento de pagar a renda, revela.
Apesar de trabalhar numa área ligada à alimentação, Talia admite na missiva: “não tenho dinheiro para mercearias”. A funcionária dizia até que todos os seus colegas no mesmo departamento estão em dificuldades. “Um dos meus colegas começou uma campanha de crowdfunding para pagar a renda”, escreve.
Ainda no Twitter, a agora ex-trabalhadora da Yelp, despedida na última sexta-feira, admitiu que estava à espera que fosse esta a reação à carta aberta enviada ao CEO da empresa em que trabalhava. Assim foi.
Quartz, que dá conta desta história, contactou a Yelp, que, através de um representante, confirmou o despedimento, sem adiantar pormenores. “Não comentamos questões pessoais”.
O caso teve impacto suficiente para ser comentado pelo CEO da Yelp. Na mesmaplataforma, Jeremy Stoppelman escreveu uma série de cinco publicações, em que admitia que o custo de vida em São Francisco é elevado e defendendo que os custos de habitação para quem mora na cidade deviam ser mais acessíveis.
Jeremy Stoppelman disse ainda que não tinha relação nenhuma com o despedimento de Talia e que a carta aberta também não tinha sido a razão para o despedimento. A Talia, porém, a empresa justificou o despedimento: a carta que escreveu violava os Termos de Conduta da empresa.
Fonte_ NM


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