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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Grupo dissidente curdo reivindica ataque em Ancara e deixa ameaça

O grupo guerrilheiro curdo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK) reivindicou hoje a autoria do atentado contra uma coluna de autocarros militares em Ancara que provocou 28 mortos na quarta-feira e ameaçou com novos ataques contra o setor turístico.

"Em 17 de fevereiro foi efetuado por um guerreiro 'kamikaze' um ataque suicida às 18:30 nas ruas de Ancara contra um 'comboio' de soldados da república fascista turca... O ataque foi realizado pelo Batalhão Imortal dos TAK ", afirma o grupo numa declaração publicada na sua página da internet.
"Esta ação foi conduzida para vingar as pessoas vulneráveis mortas nos subterrâneos de Cizre e os nossos civis feridos", acrescenta a declaração, numa referência à cidade do sudeste de maioria curda onde o exército e a polícia turcas conduziram durante dois meses uma mortífera operação contra os rebeldes e apoiantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a principal formação armada curda da Turquia que luta pela autonomia.
Um comunicado adicional escrito em inglês também avisa os estrangeiros para não visitarem a Turquia, por pretender "destruir" o turismo no país.
"Avisamos os turistas nacionais e estrangeiros para não frequentarem as áreas turísticas na Turquia. Não nos responsabilizamos por quem for morto nos ataques dirigidos contra essas áreas", indica o texto.
Os TAK, surgidos em 2004, são considerados a cisão mais radical do PKK, que garante não ter qualquer controlo sobre esta formação.
Pelo contrário, as autoridades turcas e diversos analistas consideram esta formação como uma "emanação" do PKK, utilizada parra reivindicar atentados que poderiam prejudicar a imagem da guerrilha, em particular se provocarem a morte de civis.
No comunicado os TAK difundiram a foto de Zinar Raperin, um homem nascido em 1989 em Van (leste) e apresentado como o autor do atentado.
O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o seu primeiro-ministro Ahmet Davutoglu têm referido que o atentado foi perpetrado pelos combatentes curdos sírios das Unidades de proteção do povo (YPG), com o apoio do PKK.
Davutoglu também indicou que o 'kamikaze' era um sírio de 23 anos, Salih Necar, considerado próximo das YPG. Diversos 'media' turcos referiram ter sido identificado através das impressões digitais, registadas logo após a sua chegada à Turquia na qualidade de refugiado.
Saleh Muslim, líder do Partido da união democrática (PYD), o ramo político das YPG, e um dos responsáveis do PKK, Cemil Bayik, tinham negado estas acusações.

Os TAK já tinham reivindicado um ataque com morteiro em 23 de dezembro contra o aeroporto Sabiha Gokçen de Istambul, que provou a morte de uma funcionária e danos em cinco aviões.
Fonte: NM

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