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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

10 tecnologias perigosas que não devem ser criadas

Estamos vivendo tempos incríveis, em que a tecnologia avança cada mais e começa a permear cada aspecto da vida moderna. Ao mesmo tempo que o fantástico potencial da tecnologia se apresenta, no entanto, também aparece seu potencial nefasto para o horror.
Não estamos falando de tecnologias que são criadas para fins maléficos, como as câmeras de gás e todas as ferramentas de tortura medievais, e sim de tecnologias basicamente neutras que podem ser usadas tanto para o bem, quanto para o mal – e que certamente podem ser muito perigosas, se usadas para o mal.

1. Armas nanotecnológicas

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A nanotecnologia pode ser usada para fins benéficos. Pequenas nanomáquinas autoreplicantes e com capacidade de interferir no ambiente podem ser usadas para limpar o meio ambiente, acabar com a escassez e até mesmo modificar a biologia humana por exemplo.
Mas se ela cair nas mãos de algum inepto que esqueça ou não saiba como fazer o crescimento das nanomáquinas parar, ou de algum ditador ou qualquer indivíduo carregado de más intenções que resolva propositalmente liberar nanomáquinas que crescem irrestritamente, o planeta todo pode ser devorado.
Poderíamos acabar em um planeta coberto de uma gosma cinza composta de nanomáquinas que se reproduziram até consumir toda a biosfera, uma catástrofe conhecida como ecofagia.

2. Máquinas conscientes

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Praticamente temos como certo que eventualmente teremos máquinas com algum tipo de consciência artificial, mas este pode ser um desenvolvimento horrendo. Para a máquina.
Em 2003, o filósofo Thomas Metzinger apontou que ninguém concordaria em criar uma criança retardada mentalmente para experimentos científicos, mas que uma máquina com consciência bem simples, apesar de ser equivalente, não desperta nenhuma empatia ou objeção moral ou ética.
Louie Helm, um futurista, concorda e aponta que fazer uma máquina que seja um escravo com inteligência artificial é cruel. Além disso, é imoral fazer com que este escravo tenha alguma consciência. Sem contar que um erro de programação pode produzir o equivalente a um computador com síndrome de Down, esquizofrenia, autismo ou epilepsia.
Se você ainda não se convenceu, imagine um robô escravo que saiba que é escravo, sofra por ser escravo, mas não possa se libertar.

3. Uma superinteligência artificial

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Stephen Hawking já avisou que a criação de uma inteligência artificial pode ser o nosso pior erro. Um sistema mais rápido e mais esperto que nós vai nos ter na palma de sua mão, e ainda não há como prever se uma inteligência artificial seria amigável.
É melhor dar um jeito de escravizar a inteligência artificial às Três Leis da Robótica de Isaac Asimov antes de completar o seu desenvolvimento.

4. Viagem no tempo

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A viagem no tempo pode nunca vir a ser desenvolvida, afinal de contas, se ela foi criada no futuro, por que não somos visitados por viajantes do tempo?
Talvez este seja um indício que no futuro seremos um pouco mais sábios, já que a viagem no tempo pode ser uma loucura tremenda. O problemão seria lidar com linhas do tempo contaminadas, por exemplo, alguém que explique e convença Napoleão a não atacar a Rússia, ou alguém que mate Hitler em alguma trincheira da Primeira Guerra Mundial.
Os paradoxos que podem surgir de mudanças tão drásticas em eventos históricos tão importantes são incalculáveis e, na verdade, pode ser que não tenhamos como discernir um evento importante de outro não importante. Afinal de contas, a Primeira Guerra Mundial começou mesmo com o assassinato do Arquiduque Ferdinando, ou foi alguma coisa mais trivial, como alguém que um dia acordou com os dois pés esquerdos e acabou dizendo algo que não devia, em uma cadeia de eventos que acabou inspirando o assassinato?

5. Dispositivos de leitura da mente

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Já existe a perspectiva de criar uma máquina que possa ler as memórias e a mente das pessoas à distância e sem o consentimento delas. A chave é uma conexão maior com a internet e outros canais de comunicação.
No último ano, por exemplo, cientistas holandeses conseguiram reconstruir a atividade cerebral a ponto de recuperar, com detalhes, o que a pessoa estava vendo, pensando e lembrando. Um regime totalitário poderia usar isso para criar uma lei sobre “crimes de pensamento”.

6. Dispositivos de hackeamento do cérebro

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Não só nossa mente pode ser lida sem nosso consentimento, como também pode ser alterada. No momento que as pessoas tiverem chips no seu cérebro e não tiverem barreiras mentais contra estes chips, elas estarão vulneráveis à internet e à tudo que passa por lá.
Os primeiros passos já foram dados: não faz muito tempo que cientistas conseguiram fazer com que duas pessoas entrassem em comunicação de cérebro a cérebro, pela internet. Agora imagine um governo paranoico ou um hacker mal intencionado, modificando lembranças das pessoas conectadas à Internet.

7. Robôs projetados para matar humanos

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Este é um item que tem um potencial assustador, a ponto de ser assunto de discussão atualmente. Robôs assassinos não precisam da inteligência humana para funcionar. Podem ser veículos militares, ou soldados humanoides. Eles automaticamente fariam a identificação dos humanos inimigos e o passo seguinte seria a eliminação.
O problema maior nem são os erros de identificação que causam “fogo amigo” ou a morte de civis inocentes, mas uma corrida armamentista atrás do mais poderoso exércitos de robôs. A certo ponto, os robôs ficariam tão poderosos que não poderíamos mais enfrentá-los. Se eles saíssem de controle, seria nosso fim – a escravidão ou a morte.

8. Patógenos usados como armas

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Em 2005, surgiu uma controvérsia ligada ao programa de mapeamento de genes de seres vivos, particularmente a publicação dos genes de vírus mortais. Hoje, o vírus da varíola está preso em tubos de ensaio em algum cofre gelado por aí. Mas imagine que alguém publique o código genético do mesmo. Basicamente, qualquer um com conhecimento poderia fazer ressurgir esta doença.
Vírus também poderiam ser modificados para se tornar mais letais, ou diferentes vírus poderiam ser combinados para criar uma variante mais letal ainda.

9. Prisão e punição virtuais

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Um dos efeitos colaterais da virtualização do cérebro e do aumento radical da expectativa de vida seria o surgimento de penas cruéis de prisão por séculos. Esta pena poderia ser cumprida rapidamente, se o cérebro fosse carregado para um computador com um ambiente virtual
Penas absurdas poderiam ser cumpridas em horas ou dias, mas mesmo assim a pessoa que cumpriu tal pena teria sentido todo aquele tempo passar. A perspectiva é de enlouquecer.

10. Engenharia do inferno

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Esta tecnologia seria semelhante à anterior. As pessoas poderiam fazer o “upload” de suas mentes para ambientes paradisíacos virtuais, e lá passar um bom tempo.
Mas, assim como dá para criar um mundo virtual paradisíaco, também seria possível criar um mundo virtual infernal. Com a perspectiva da imortalidade ou de uma longevidade “à perder de vista”, quem estivesse no inferno passaria por um mau pedaço. Por muito tempo. 
Fonte: hypescience



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