Total de visualizações de página

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cientistas usam insetos mutantes para produzir seda fluorescente

BigDress
Sem depender de dieta especial, bichos-da-seda criados por pesquisadores do Japão produzem seda colorida que brilha no escuro. O segredo? Manipulação genética.
Para obter essa variação de tecido, a equipe introduziu nos insetos genes de corais e águas-vidas usados para produzir proteínas fluorescentes. Dois anos se passaram desde os primeiros testes e a cor da seda não perdeu o brilho ou a intensidade.
Slide1
A única desvantagem, a princípio, é que o material é um pouco mais frágil que o comum, o que exige um método especial de processamento – que deve elevar ligeiramente o preço final, caso esse tipo de seda seja produzido para comércio (um custo que, por outro lado, seria compensado em parte porque não seria necessário acrescentar corante ao tecido).
Fluorescent-Cocoons-Crop
Apesar da inovação, esse não é o primeiro exemplo de manipulação genética de bichos-da-seda: em outros estudos, esses animais foram modificados para produzir teia de aranha e certos tipos de proteína.
Fonte: hypescience

Platelmintos “Frankenstein” crescem cabeças e cérebros de outras espécies

platelmintos vermes cabecas
Cientistas da Universidade de Tufts, nos EUA, criaram vermes capazes de crescer cabeças e cérebros de outras espécies, apenas através da manipulação da comunicação celular.
A pesquisa é um exemplo de como o desenvolvimento pode ser controlado por mais do que a genética. Os pesquisadores não alteraram o DNA dos “platelmintos Frankenstein”, apenas manipularam as proteínas que controlam o “diálogo” entre suas células.
“É comum pensar que a sequência e estrutura da cromatina – o material que compõe os cromossomos – determina a forma de um organismo, mas nossos resultados mostram que a função das redes fisiológicas pode sobrepor a anatomia específica da espécie”, disse o biólogo Michael Levin, um dos autores da pesquisa.

Comunicação interrompida

No seu estudo, os pesquisadores utilizaram um pequeno verme de água doce, Girardia dorotocephala, conhecido por ser capaz de regenerar tecidos perdidos.
Este animal possui um grande número de neoblastos, células estaminais totipotentes que podem tornar-se qualquer tipo de célula no corpo. Nos seres humanos, as células são totipotentes apenas nos primeiros dias de desenvolvimento embrionário.
Primeiro, os cientistas cortaram as cabeças dos vermes. Em seguida, para alterar a regeneração dessas cabeças, eles interromperam canais de proteínas chamadas junções comunicantes.
Células enviam impulsos elétricos através dessas junções, a fim de se comunicar. Os pesquisadores descobriram que eles podiam facilmente manipulá-las para que os animais desenvolvessem a cabeça e o cérebro de espécies semelhantes estreitamente relacionadas.

As mudanças

Normalmente, G. dorotocephala ostenta uma cabeça pontuda com duas projeções alongadas como orelhas, chamadas aurículas, próximas aos olhos.
Após a manipulação dos pesquisadores, alguns dos vermes desenvolveram suas cabeças normais, enquanto outros cresceram cabeças arredondadas como as de S. mediterranea; cabeças com pescoços grossos e pontudos e orelhas de gato como as de P. felina; ou cabeças triangulares como as de D. japonica.
Os cérebros dos animais pareciam seguir o mesmo caminho da forma da cabeça, de modo que os platelmintos que regeneraram uma cabeça como a de D. japonica, por exemplo, também mostraram morfologias do cérebro mais características de D. japonica do que G. dorotocephala.
Quanto mais distantes duas espécies eram na árvore genealógica evolutiva, mais difícil era induzir esse efeito.

Próximos passos

Os resultados esclarecem questões importantes sobre como os genes e redes bioelétricas interagem para construir estruturas corporais complexas.
De acordo com Levin, se os genes fornecem um modelo para o corpo de um organismo, as células são como os trabalhadores necessários para transformar esse modelo em uma estrutura, e as junções são os walkie-talkies que esses trabalhadores usam para se comunicar.
Quando as comunicações são perturbadas, é possível interromper o processo de construção.
Os vermes ficaram com cabeças alteradas apenas por uma quantidade limitada de tempo, até que seus neoblastos reassumiram o controle e voltaram a suas velhas formas de cabeça e cérebro. No entanto, o laboratório de Levin já manipulou anteriormente outra espécie de verme para crescer duas cabeças e permanecer assim.
No futuro, os pesquisadores esperam que as descobertas levem a tratamentos para defeitos de nascimento e até mesmo medicina regenerativa, que visa substituir ou reconstruir tecidos e órgãos danificados
Fonte: NM

Bruno de Carvalho fala dos reforços, de Carrillo e de... Quaresma

O presidente do Sporting admite que está tudo em aberto no 'dossiê' Carrillo e não coloca de parte um eventual regresso de Ricardo Quaresma.



Bruno de Carvalho abordou, em entrevista ao jornal Record, as ‘caras novas’ do plantel do Sporting. O presidente sportinguista diz que Bruno César é “um pequeno retoque que foi considerado importante para este mercado de inverno” e que Ezequiel Schelotto é “uma mais-valia” para o ataque ao título.

Questionado quanto à possível renovação de André Carrillo, que, nos últimos dias, tem sido notícia por um possível volte-face nas negociações, ficando, afinal, em Alvalade, o dirigente recusa abrir o ‘jogo’.
“O que posso dizer sobre o Carrillo é que ele continua a recuperar de uma lesão e que está com um processo disciplinar. Como sempre, no dia em que houver uma decisão taxativa, ou para a direita ou para a esquerda, direi. Até isso acontecer, tudo é possível...”.
Bruno de Carvalho deixou, ainda, ‘escapar’ que “gostaria de ver o Quaresma de regresso ao Sporting”, embora não se alongue quanto a um possível regresso à casa que o viu ‘nascer’ para o futebol.
“Tudo na vida é possível e eu já provei a mim e aos sportinguistas de que há poucos impossíveis... Quem sabe se um dia não se transforma numa realidade o que acabaram por ser os próprios dirigentes turcos a revelar. Por exemplo, ele vai regressar a Alvalade daqui a pouco tempo e vai perder!”.
O presidente sportinguista revelou, ainda, que está em “total sintonia” com William Carvalho para a renovação de contrato e rejeitou qualquer tipo de pressão de Slimani tendo em vista uma saída de Alvalade.
“O Slimani é um jogador satisfeito e daqueles que percebem que o presidente preocupa-se muito com o Sporting, mas também se preocupa com a realidade de cada jogador. Independentemente de ser duro nas negociações, estou sempre muito atento à visão de cada um dos dois lados. O Slimani está calmo e confiante, tal como está o William Carvalho”.
Fonte: NM

Depois da Black Friday, hoje é dia de descontos da Cyber Monday

Esta segunda-feira pode aproveitar os descontos em compras da iniciativa dedicada aos retalhistas na internet.



Depois de um fim de semana marcado por descontos nas lojas de marca dos Estados Unidos e também Portugal, as promoções continuam esta segunda-feira com a Cyber Monday.

Desta vez, os descontos vão incidir sobre as lojas online, permitindo aos consumidores adquirir vários produtos a preço de saldo, através da internet, e aos retalhistas escoar os stocks que sobraram depois da ‘sexta-feira negra’.
Segundo dados da Associação da Economia Digital, consultados pelo jornai i, mais de um quatro da população portuguesa faz compras pela internet, número que duplicou nos últimos cinco anos chegando aos 2,7 milhões. E estima-se que em 2020 sejam 4,5 milhões os portugueses a comprar online.
Além da poupança de tempo permitida pela comodidade de fazer compras a partir de casa – evitando deslocações e filas – a facilidade em comparar preços e características de produtos de várias lojas garantem uma maior poupança.
Há, no entanto, alguns cuidados a ter em conta: deve estar atento a potenciais fraudes e, se pagar com recurso a cartão de crédito verifique sempre os extratos bancários para precaver a cobrança de quantias indevidas.
Fonte: NM

Caído o governo de Passos, o que vão agora fazer os ex-governantes?

O segundo Executivo liderado por Pedro Passos Coelho durou apenas 27 dias. E agora, que vão fazer os ex-governantes?



Ex-ministros e ex-secretários de Estado da coligação PSD/CDS têm agora um novo caminho a seguir. Terminados os respetivos mandatos dos 52 governantes, 19 seguem para o Parlamento como deputados para fazer oposição ao Executivo de António Costa, escreve o Diário de Notícias.

E os restantes? O Diário de Notícias (DN) investigou e apurou que a maioria vai regressar aos cargos que ocupava antes de integrar o Governo com a duração mais curta da história da democracia recente.
O ex-ministro da Administração Interna, Calvão da Silva, disse à mesma publicação que “é tempo de regressar a casa” o que, por outras palavras, significa que voltará a dar aulas de Direito na Universidade de Coimbra, como aliás o próprio confirmou.
Rui Machete, que tutelava a pasta dos Negócios Estrangeiros, “irá continuar a sua carreira como advogado e professor” na Universidade Católica, garantiu uma fonte próxima do ex-governante.
E à Universidade Católica irá também regressar o ex-ministro da Modernização Administrativa, Rui Medeiros, que, segundo o DN, regressará também ao seu escritório de advogados, Sérvulo Correia & Associados.
Leal da Costa, ex-ministro da Saúde, deverá “voltar aos quadros do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, no serviço de hematologia”, explicou fonte próxima do ex-governante ao DN.
O ex-ministro da Economia, Miguel Morais Leitão, irá seguir com a sua vida de gestor.
Quanto aos ex-secretários de Estado, destaque para Paulo Núncio (Assuntos Fiscais) que, contactado pelo DN, disse “não comentar” o seu futuro. Bruno Maçães (Assuntos Europeus) vai escrever um livro com o título ‘O Novo Supercontinente Euroasiático’, João Taborda da Gama (Administração Local) voltará a exercer enquanto advogado e a dar aulas na Universidade Católica e Miguel Pinto Luz (Transportes) regressará à Câmara Municipal de Cascais para o cargo de vice-presidente.
Fonte: NM

António Costa, o "grande ilusionista" com "superpoderes"

"A próxima aposta é que António Costa, o grande ilusionista, não dura um ano", garante o jornal espanhol.

António Costa, o "grande ilusionista" com "superpoderes"
O jornal El País traçou o perfil do atual primeiro-ministro, António Costa, descrevendo-o como o “grande derrotado” das eleições de 4 de outubro. Para a publicação espanhola, o grande mérito de Costa foi o de conseguir “acordos impossíveis”, caracterizando-o ainda como “o grande ilusionista” e “sempre conspirador”.
António Costa, o "grande ilusionista" com "superpoderes"
“Não é uma pessoa ambiciosa. Mas tem ambição”, referiu a mãe de António Costa, Maria Antónia Palla ao jornal.
O El País recordou ainda a mítica corrida organizada por Costa candidato a Loures em 1993, entre um carro Ferrari e um burro. O objetivo era mostrar o trânsito impossível da Calçada de Carriche. No fim, quem ganhou foi o burro e quem perdeu foi o secretário-geral do PS, as eleições.
A fama de “negociador incansável” acompanha-o, sendo que em 50 dias, Costa conseguiu formar Governo, “feito excecional apenas ao alcance de gente com superpoderes – o que não tem mérito – ou de mestres do ilusionismo, que é o caso”, lê-se.
“A próxima aposta é que António Costa, o grande ilusionista, não dura um ano”, considerou o jornal.
Fonte: NM

Conheça o herói que impediu o jihadista de explodir o Estádio de França

Se tudo tivesse corrido como planeado, o Estádio de França seria sinónimo de terror, como aconteceu com o Bataclan.



Até ao dia de hoje não era conhecida a identidade do herói do Estádio de França. Mas o Daily Mail conseguiu localizar o homem que evitou uma enorme tragédia na noite de 13 de novembro em Paris, onde 130 pessoas morreram após vários atentados.

Salim Toorabally, de 42 anos, é um emigrante que vive do seu trabalho como segurança. Vive numa pequena casa com a sua mulher Bibi, de 55 anos, e a filha de ambos Yza, de 15 anos.
Numa entrevista exclusiva ao jornal britânico, Salim insiste ser um “homem normal", que apenas fez o seu trabalho. No entanto, foi Salim que impediu a entrada de Bilal Hadfi no Stade de France. Hadfi foi um dos terroristas que se fez explodir junto ao estádio.
“Foi chocante. Só pensava que se o tivesse deixado entrar, teria sido cúmplice de assassinato de várias pessoas inocentes. Centenas de pessoas teriam morrido”, relata.
No Stade de France decorria o jogo amigável entre a França e a Alemanha, e Salim fazia parte de uma equipa de 150 seguranças. Há dez anos que trabalhava para esta empresa de segurança, mas este era o seu primeiro turno no estádio.
Bilal Hadfi, de 20 anos, deveria ter entrado no estádio às escondidas para detonar o explosivo que trazia ao peito. Quando Salim viu o jovem árabe, com um casaco preto, a tentar passar no torniquete de outro adepto, o segurança parou-o com o braço.
O terrorista insistiu ter um bilhete mas que estava à espera da chegada do primo, contudo Salim não acreditou na história e recusou a entrada.
Para o segurança, o comportamento do jihadista era estranho, até porque parecia bastante interessado nas medidas de segurança. Fez várias chamadas e dez minutos depois viu o jovem a tentar passar novamente por outro torniquete.
O segurança alertou de imediato os seus colegas, mas Hadfi percebeu o que se estava a passar e pôs-se em fuga.
Passados 50 minutos, o segurança ouviu a primeira das três explosões que se seguiram.
Salim acabou por identificar o homem, contando às autoridades ter estado cara-a-cara com o bombista. “Nunca na minha vida senti tanto medo. Senti-o no meu estômago. Tive medo de morrer. Pensei na minha família, na minha mulher e filha. Mas depois o meu pensamento foi para a pessoa mais importante no jogo, o presidente François Hollande”, recorda.
O segurança ajudou ainda algumas pessoas que ficaram feridas após as explosões que aconteceram perto do estádio.
“Desde então que não consigo dormir. Lembro-me sempre daquele dia”, revela.
Fonte: NM

Saiba porque uma gota de água confunde o ecrã do seu smartphone

A água conduz eletricidade, tal como o seu dedo.



De acordo com o Popular Science, os touchscreens modernos funcionam ao medir a mudança de carga e de voltagem nos vários elétrodos. Geoff Wilson, um consultor de mobile, afirma que “quando toca com o dedo no ecrã, ele tira alguma da sua energia”.

O ecrã localiza o dedo ao medir a mudança de energia entre dois elétrodos, um processo chamado de ‘mutual capacitance’. O ‘problema’ é que as gotas de água podem reduzir a carga ao fornecer outro condutor entre os elétrodos.
Felizmente, diz a mesma publicação, nos últimos anos, os engenheiros têm conseguido reduzir o problema com a água, desenhando um modo diferente de toque, chamado de ‘self-capacitance’.
Fonte: NM

Barça 'rendido' a Messi e Neymar após nomeação para Bola de Ouro

O Barcelona divulgou esta segunda-feira um vídeo alusivo à nomeação de Lionel Messi e Neymar Jr para o prémio de melhor jogador do mundo.

Barcelona; Messi; Neymar; Bola de Ouro; Ballon d'Or
O Barcelona recorreu às redes sociais para celebrar a nomeação de Messi e Neymar para a Bola de Ouro. Os dois jogadores 'blaugrana' foram anunciados como finalistas ao lado de Cristiano Ronaldo, sendo que o maior favorito à vitória final é o argentino.
Fonte: NM

"Concertação social está ameaçada", diz presidente do CES

Partidos de Esquerda tinham sido criticados por não terem levado a questão do aumento do salário mínimo à concertação social.



Luís Filipe Pereira acredita que estamos a “esvaziar” o Conselho Económico e Social (CES) de funções que lhe foram atribuídas aquando da sua criação, o que representa uma “perda para a nossa sociedade”.

O presidente do CES refere-se, por exemplo, à negociação feita entre os partidos de Esquerda no que toca ao aumento do salário mínimo e à reposição dos feriados.
“Não estamos a dar ao CES o papel para o qual ele foi criado, de concertar a posição das várias partes: do governo, dos patrões e dos sindicatos”, atirou o responsável, em declarações à TSF.
“A Assembleia da República tem a última palavra, mas uma decisão na Assembleia da República é entre partidos políticos. Do que se trata aqui é tentar encontrar consensos entre todos os parceiros sociais. Se a decisão é puramente política e não envolver os parceiros sociais, então há a preocupação do CES estar esvaziado das suas funções”, denunciou.
Luís Filipe Pereira fez ainda uma alusão à CGTP, de acordo com a mesma rádio, ao dizer que “se uma das partes não estiver disponível para o consenso, porque sabe que noutro fórum tem maiores possibilidades de ver aprovado o que pretende, estamos a não dar ao Conselho Económico a importância que ele tem e a esvaziá-lo de alguma forma”. 
Fonte: NM

PS requer à máquina fiscal dados "detalhados" sobre sobretaxa de IRS

O PS solicitou hoje ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, através de um requerimento, informações e dados estatísticos detalhados por escalão de rendimento sobre a cobrança em sede da sobretaxa do IRS.


No mesmo requerimento, assinado pelo porta-voz do PS, João Galamba, e pelos deputados socialistas Paulo Trigo Pereira e João Paulo Correia, solicita-se ainda ao novo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais "outras informações adicionais que permitam tornar o IRS mais progressivo e justo".

Na sexta-feira, em plenário, foi aprovado um requerimento para que o projeto do PS sobre a extinção da sobretaxa de IRS até 2017 baixasse a comissão para discussão na especialidade por um período de 20 dias.
Esse diploma do PS relativo à sobretaxa em sede de IRS propõe que seja "reduzida para 1,75% para os rendimentos auferidos em 2016" (ou seja, a metade) e que "deixe de incidir sobre rendimentos auferidos a partir de 01 de janeiro de 2017".
Porém, este gradualismo constante no diploma dos socialistas ainda não teve o acordo da restante esquerda parlamentar, e o PCP considerou essencial o conhecimento de dados da máquina fiscal para tomar a sua posição sobre o assunto.
No requerimento, o PS defende que importa "intervir legislativamente por forma a aliviar a pressão fiscal sobre as famílias, capacitar o crescimento do seu rendimento disponível e aumentar a progressividade do IRS - objetivos presentes no programa eleitoral do PS que levam a que a eliminação da sobretaxa seja uma prioridade da política fiscal na XIII Legislatura".
"Deste modo e visto que o projeto do PS sobre 'extinção da sobretaxa do IRS' desceu sem votação à especialidade, importa habilitar os deputados da informação necessária para reduzir a carga fiscal, tornando o IRS um imposto mais progressivo e socialmente justo", lê-se no requerimento.
Fonte: NM


Neto diz que Marcelo, Belém e Nóvoa são da "coligação política"

O candidato presidencial Henrique Neto, empresário e militante socialista, afirmou hoje que os seus concorrentes Marcelo Rebelo de Sousa, pela direita, e Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa, conotados com o PS, são todos da "coligação política-negócios".



Neto comentava um "curto estudo" económico sobre desperdício da riqueza nacional ao longo dos últimos 20 anos, em Lisboa, e sugeriu que "pode acontecer que seja novamente um agente ao serviço da continuidade da coligação da política com os negócios que venha a ocupar o cargo de Presidente da República, por mais que alguns candidatos o tentem disfarçar".

Instado a especificar, o candidato citou o comentador e ex-líder do PSD Rebelo de Sousa, a ex-presidente do PS e antiga ministra da Saúde e o antigo reitor da Universidade de Lisboa, acrescentando que os cartazes dos dois últimos até ocupam agora os locais onde antes estava a cara do primeiro-ministro e secretário-geral socialista, António Costa.
"Se os portugueses quiserem que alguma coisa de substancial mude na política nacional, então alguma coisa de substancial terá de mudar na atitude política dos portugueses. A escolha do próximo Presidente da República é o próximo teste ao desejo real dos portugueses quanto a uma mudança política séria em Portugal", afirmou.
Henrique Neto criticara "o colapso de bancos como o BPN, BPP e BES", "as vendas de empresas públicas", "as contrapartidas perdidas nas aquisições militares", "as obras públicas, incluindo as ruinosas Parcerias Público-Privadas [PPP]", num "rol de esbanjamento que dificilmente teria ocorrido se não tivesse permitido o enriquecimento de pessoas ligadas ao sistema político".
"Por outro lado, por omissão e por comodismo, os portugueses também têm uma quota-parte de responsabilidade nesta situação, pois aproveitaram tudo sem se questionar sobre o futuro e sem questionar os políticos", continuou o também ex-deputado do PS.
Segundo o documento apresentado por outro antigo parlamentar socialista, Joaquim Ventura Leite, Portugal terá desperdiçado entre 150 a 200 mil milhões de euros de 1995 a 2014, por "roubo, fraude ou má aplicação de recursos", um valor equivalente a perto de 100 fábricas da Autoeuropa ou a cerca de 350 grandes hospitais.
"Não era possível, só com políticos medíocres, esta trajetória. Alguém teve de intervir com interesses, ou seja, os políticos estiveram envolvidos em negócios. Isto foi produto de uma coligação muito própria entre [o universo da] política [e o mundo dos] negócios", concluiu Ventura Leite.
Fonte: NM

Moção de rejeição: Portas quer avançar, PSD ainda não decidiu

Decisão deve ser tomada amanha na Comissão Permanente do PSD.



Passos Coelho e Paulo Portas ponderam apresentar uma moção de rejeição ao programa do PS. Mas se o líder do CDS já transmitiu ao colega de coligação a luz verde (dada pela direção do partido), o mesmo não pode dizer-se ainda sobre o líder do PSD.

A Comissão Permanente dos sociais-democratas reúne-se amanhã de manhã e daí resultará uma decisão a transmitir por Passos Coelho, de acordo com o semanário Expresso.
A apresentação de uma moção de rejeição ao programa do PS não é ainda definitiva, até porque as opiniões divergem no seio da maioria. Se uns consideram tratar-se de algo que não pode deixar de ser feito (até por considerarem ilegítima a formação do Executivo), outros estão reticentes em dar à Esquerda o prazer de a rejeitar.
Fonte: NM

PSD acusa Esquerda de "tentativa não séria de reescrever a história"

O PSD acusou hoje os "partidos das esquerdas" de fazer uma "tentativa não séria de reescrever a história" relativamente aos dados divulgados, assegurando que a tendência da economia de 2015 é de crescimento, havendo apenas variações entre os trimestres.



O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje uma taxa de variação nula do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre face ao trimestre anterior e um aumento de 1,4% em termos homólogos, números que levaram PS, PCP e BE, em declarações separadas, a acusar o anterior Governo de ter dado uma imagem errada e fictícia da economia portuguesa.

"Nós ouvimos já hoje vários partidos das esquerdas a pronunciarem-se e acho que é evidente para todos, perante estes números, que temos aqui uma tentativa não séria de reescrever a história ao dizer que não estamos a crescer. A economia portuguesa face a 2014 está a crescer. A tendência do ano 2015 é uma tendência de crescimento", disse à agência Lusa o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD António Leitão Amaro.
Segundo o deputado social-democrata, "é verdade que há variações entre os trimestres", mas esta era uma realidade à qual já se assistiu o ano passado, quando "a economia portuguesa cresceu, teve o ano a crescer e houve uns trimestres com um crescimento mais forte do que noutros".
"A trajetória não se inverteu, o país não está a decrescer, o país estava a crescer no final do terceiro trimestre de 2015", sublinhou, considerando que este é um "crescimento assinalável" para o passado recente de Portugal.
Segundo Leitão Amaro, "quando se faz a avaliação do estado de uma economia tem que se olhar para a trajetória e para a tendência".
"Temos a economia a crescer 1,4% face a 2014, temos o desemprego que continua a cair, temos a produção industrial que teve mais um bom momento, as exportações que continuam a subir e também o investimento, sendo que dentro de um ano há trimestres que são mais fortes do que outros", resumiu.
O PS, pela voz do deputado João Galamba, considerou que estes dados que apontam para uma estagnação da economia portuguesa demonstram que era falsa "a narrativa vendida" antes das eleições legislativas por PSD e CDS sobre "retoma económica", enquanto o PCP foi mais longe e condenou os partidos da direita por terem promovido um "grande embuste" sobre a situação da economia portuguesa.
Já Mariana Mortágua, do BE, afirmou à agência Lusa que estes dados, que revelam uma estagnação da economia, mostram que "foi criada uma imagem fictícia da recuperação económica" pelo Governo PSD/CDS.
Fonte: NM

domingo, 29 de novembro de 2015

Como fazer o dinheiro comprar felicidade

Muita gente defende que “dinheiro não traz felicidade”, com receio de que defender o oposto soe superficial. Ao mesmo tempo, sabe-se de muitos casos de pessoas ricas que entram em depressão, a despeito de todo o conforto material que têm. Mas então, dinheiro traz felicidade? Depende de como você o gasta.
Usando uma simpática animação (sem legendas em português, infelizmente), a equipe do canal AsapSCIENCE explica a correlação entre dinheiro e felicidade (e como podemos nos beneficiar com ela).
“Humanos são sensíveis a mudanças. Quando recebemos um aumento ou gratificação, ficamos felizes”, explica. “Mas nós nos adaptamos rapidamente. Alguns estudos mostraram que, nos Estados Unidos, uma renda adicional de US$ 75 mil [cerca de R$ 150 mil] por ano não causa impacto na felicidade diária”.
Pessoas que ganham na loteria, contrariando o que muita gente pensa, “frequentemente contam que ficam extremamente infelizes; elas acabam gastando todo o dinheiro, fazendo dívidas e arruinando relações sociais”.
Assim, no lugar de gastar dinheiro consigo mesmo, os autores do vídeo sugerem que você gaste com outra pessoa – mesmo que você não a conheça (como no caso de doações para caridade). “A maneira específica como você gasta o dinheiro com outro não importa: de presentes triviais a grandes doações, gastar algo com os outros aumenta sua felicidade”.
Se for gastar dinheiro com você mesmo, os autores aconselham que busque experiências (como viagens e eventos) ao invés de objetos materiais: o impacto na felicidade é mais duradouro. “E, enquanto economiza para grandes experiências, não se esqueça de pequenas alegrias da vida; muitos prazeres pequenos ajudam a passar os dias e encorajam mudanças, que estimulam o cérebro”.
Fonte: hypescience

10 terríveis fatos sobre a felicidade

Um bom tempo das nossas vidas é gasto na busca da felicidade. Para muitos, parece que só podemos sentir um gostinho dela, mas nunca nos saborearmos e ficarmos de barriga cheia.
Os fatos abaixo não vão te ajudar a mudar essa percepção.

10. Você pode ser geneticamente incapaz de ser feliz

fatos tristes sobre felicidade 10
Pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA) encontraram uma ligação entre felicidade e genética. Eles descobriram que os níveis de felicidade declarados por gêmeos que haviam sido separados no nascimento eram iguais, independentemente das vidas que haviam construído para si. Enquanto ambiente certamente tem um enorme impacto sobre a felicidade, é provável que a biologia desempenhe um grande papel também.
Outra pesquisa da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (Reino Unido) isolou um gene específico que parecia estar ligado a probabilidade de uma pessoa ser feliz. Depois de pedir a mais de 2.500 norte-americanos que dissessem como se sentiam em relação a suas vidas, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham herdado duas versões longas do gene eram muito mais propensos a se considerarem felizes.
Dos 40% dos voluntários que disseram que estavam satisfeitos com suas vidas, mais de 35% tinham duas versões longas do gene 5-HTT. O gene, que tem sido associada a produção de serotonina no corpo, parece impactar também a capacidade de uma pessoa de se concentrar nas coisas boas da vida. Apenas cerca de 19% das pessoas com duas versões curtas do 5-HTT alegaram estar muito satisfeitas com suas vidas.
Um estudo da Universidade de Essex (Reino Unido) foi outro que sugeriu que as pessoas que herdam duas longas versões do 5-HTT são melhor equipadas para lidar com o estresse, manter uma visão positiva da vida e combater a depressão.

9. A felicidade está em declínio

fatos tristes sobre felicidade 9
Estudos têm sugerido que a felicidade está cada vez mais evasiva, especialmente para os adultos. Uma pesquisa publicada na revista Social Psychological and Personality Science analisou 1,3 milhões de americanos entre 13 e 96 anos de idade. Geralmente, conforme as pessoas envelhecem, tendem a entender melhor esse mistério que é a vida e se tornar mais bem equipadas para lidar com problemas. Assim, são mais felizes.
No entanto, de 2010 para cá, a correlação entre idade e felicidade tem praticamente se invertido. Adolescentes e jovens se dizem mais felizes e, conforme se aproximam dos trinta, esse sentimento despenca.
Uma teoria sobre por que isso acontece é que os adolescentes de hoje têm expectativas pouco realistas sobre a vida. Na década de 1970, tudo que as pessoas esperavam era terminar a escola e trabalhar muito para pagar suas dívidas com a sociedade. Já em 2015, 64% dos estudantes do ensino médio disseram que achavam que seriam gerentes ou bem-sucedidos em uma carreira profissional quando chegassem aos 30. Quando a vida não faz jus às expectativas (apenas cerca de 18% das pessoas atingem esse objetivo), a felicidade cai severamente.

8. Filhos são o horror para a felicidade (especialmente o terceiro)

fatos tristes sobre felicidade 8
Pesquisadores do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica (Alemanha) analisaram como ter filhos impactava a felicidade dos pais. Eles descobriram que, enquanto havia alguns casos em que as crianças aumentavam a felicidade dos pais, também houve momentos em que parecia tornar a vida deles infinitamente pior.
Você tem dois irmãos mais velhos? Parabéns, seu nascimento foi, provavelmente, um dos pontos mais baixos na vida de seus pais. Em um levantamento com pais britânicos, americanos e alemães, verificou-se que a felicidade que veio com o nascimento do primeiro filho normalmente atingiu um ponto alto pouco antes do nascimento e imediatamente após, até voltar para os níveis que os pais tinham antes de ter filhos. A mesma coisa aconteceu com o segundo filho, embora o aumento tenha sido menos pronunciado. Já o terceiro filho não mostrou absolutamente nenhum efeito positivo associado à sua chegada, e algumas tendências sugeriam até uma diminuição na felicidade após o nascimento.
Também foi constatado que, em termos de felicidade, há um tempo ideal para ter filhos. Pais entre as idades de 35 e 49 foram os mais felizes com a chegada de um filho, enquanto os pais mais novos tinham mais emoções ruins. Não surpreendentemente, aqueles que tiveram filhos com 18 a 22 anos foram os que relataram menos felicidade. Pais com 23 a 34 anos de modo geral mantiveram seu nível básico de felicidade, desde que não tivessem um terceiro filho.

7. Todos nós nascemos sabendo ficar felizes com a desgraça dos outros

fatos tristes sobre felicidade 7
Todo mundo já sentiu aquele pico de prazer malicioso quando algo horrível acontece com alguém que odiamos. Ah, o merecido castigo! É um tipo horrível de felicidade, talvez, mas é uma que nós nascemos sabendo como experimentar.
Essa emoção é muito complicada: é uma antipatia profunda de alguém, juntamente com um reconhecimento de quão ruim a pessoa está se sentindo naquele momento. E até mesmo crianças são capazes de senti-la.
Pesquisadores da Universidade de Haifa (Israel) fizeram um teste que envolveu uma mãe, seu próprio filho e outra criança chamada de “intrusa”. Quando a mãe leu um livro em voz alta para si mesma e tratou ambas as crianças igualmente, tudo saiu muito bem, mesmo quando ela derramou água sobre o livro, o que estragou sua leitura.
Em outra parte do estudo, a mãe colocou a criança “intrusa” no colo e leu em voz alta, até “acidentalmente” derramar água sobre o livro. Quando isso aconteceu, o seu próprio filho expressou sinais de prazer. No estudo, os participantes chegaram a pular de alegria, bater palmas e rir. Crianças a partir de dois anos de idade já demonstraram ser mais do que capazes de sentir esse tipo de felicidade, o tipo que se baseia em esmagar as esperanças, sonhos e momentos de história dos outros.

6. Prazer não é a mesma coisa que felicidade

fatos tristes sobre felicidade 6
Apesar de todo o tempo que passamos em busca da felicidade, é possível que estejamos perseguindo a coisa errada. O que você tem feito recentemente para ser mais feliz? Saído para comer sua refeição favorita? Comprado um novo carro? Renovado sua casa?
Se assim for, você não está no caminho certo. O que todas essas coisas vão dar-lhe é uma sensação de prazer, o que não é a mesma coisa que felicidade. O prazer é considerado uma sensação momentânea de bem-estar, que não dura por ser dependente do estado das coisas em torno de nós, o que não podemos controlar.
De acordo com alguns psicólogos, o prazer pode ser uma coisa perigosa, agindo sobre o cérebro como um vício. Diversas sobremesas são necessárias para que você sinta a mesma quantidade de prazer que antes somente uma lhe dava.
Certos profissionais acreditam que a felicidade não é sobre coisas que estão ao seu redor, mas sim sobre quem você é. É dar ao invés de receber, ser uma boa pessoa, ajudar os outros etc. Aliás, muitas pesquisas têm confirmado que a caridade gera felicidade. Ser uma boa pessoa é e como construir uma base para lidar com todos os altos e baixos, especialmente os baixos, o que, em última análise, te faz mais feliz. Segundo o psicoterapeuta Philip Chard, a verdadeira felicidade pode até mesmo existir quando não há nenhum prazer.

5. Valorizar o tempo te faz infeliz

fatos tristes sobre felicidade 5
Tempo é dinheiro. Além disso, é infelicidade.
Nas décadas de 1930 e 1940, novos dispositivos de economia de tempo entraram no mercado. As pessoas estavam convencidas de que, no futuro, teriam mais tempo livre por causa de coisas como máquinas de lavar louça e carros mais rápidos. O contrário aconteceu. O trabalho começou a ganhar um valor mais alto, e em muitas áreas industrializadas, o ritmo de vida ficou maluco. A parte do nosso dia mais importante passou a ser a que faz dinheiro, e não a que nos fez feliz.
Quanto mais somos pagos por hora, mais trabalhamos, porque achamos que é a melhor maneira de gastar o nosso tempo. Uma coisa que não podemos ganhar, no entanto, é justamente tempo.
Já em 1970, o economista sueco Staffan Linder apelidou essa geração de “tempo = dinheiro” de “classe ociosa atormentada”. Quando chega a hora de finalmente parar de trabalhar e fazer coisas que nos deixam felizes, temos pressa e não apreciamos esses momentos.
Nossa ênfase no tempo chega a níveis assustadoras. Um estudo do Google descobriu que os tempos de carregamento na internet só precisam diferir por 250 milissegundos para que uma pessoa decida ficar em uma página ao invés de sair em busca de outra.
A Universidade de Toronto (Canadá) foi outra que descobriu que somos muito impacientes para desfrutar as coisas que devem fazer-nos felizes. Pesquisadores pediram às pessoas para pensar sobre seus salários por hora, e, em seguida, fazer algo divertido como ouvir música ou navegar na internet. Isso resultou em pessoas inquietas que mal podiam esperar para passar para algo mais “produtivo”.
Mesmo fast food tem um impacto negativo sobre a nossa capacidade de relaxar e aproveitar a vida. Os pesquisadores de Toronto descobriram que a exposição ao fast food (tanto a presença dos restaurantes quanto os produtos em si) diminuiu a capacidade dos indivíduos de saborear comida, desfrutar de imagens da natureza e ouvir música, coisas que normalmente trazem uma sensação de felicidade.

4. As relações estranhas entre suicídio e felicidade

fatos tristes sobre felicidade 4
A lógica dita que uma completa falta de felicidade contribui para taxas de suicídio mais altas. A realidade dita outra coisa, no entanto.
Um artigo recente do Centro de Pesquisa de Política Econômica da Europa mostra que a conexão entre felicidade e o suicídio não é clara. O estudo comparou taxas suicidas contra índices de satisfação com a vida e encontrou associações que não parecem fazer sentido.
Por um lado, a Finlândia tem desempenhos extremamente elevados na escala e parece ter muitas pessoas que estão felizes com suas vidas, mas também está no topo da lista quando se trata de suicídios na Europa Ocidental.
O mesmo é verdadeiro no chamado “cinto suicida” dos Estados Unidos. Em uma faixa do país que vai do Arizona até o Alasca, as pessoas relatam uma pontuação elevada de satisfação com a vida, mas a área ganhou esse nome por uma razão.
Os dados do estudo sugeriram que áreas com maior renda média e índices de satisfação de vida mais altos tinham algumas das maiores taxas de suicídio, tanto nos EUA quanto na Europa.
Além disso, a maioria dos homens entrevistados relataram que haviam se tornado geralmente mais felizes à medida que envelheceram, mas conforme os números de felicidade aumentaram, a taxa de suicídio seguiu. O divórcio teve uma forte correlação com um risco aumentado para o suicídio, mas não teve muito impacto sobre a satisfação com a vida.
A pesquisa concluiu que outros fatores podem ter um maior papel no suicídio do que a felicidade, como dor crônica, por exemplo.

3. Muitos de nós têm medo da felicidade

200113577-001
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia, não é a felicidade que queremos. Bem o contrário.
Os psicólogos criaram o que chamaram de “Escala do Medo da Felicidade”, projetada para refletir a crença de uma pessoa que a felicidade traz consigo toda uma série de outras coisas, nenhuma das quais são boas.
Essa crença não é uma coisa local, já que a escala se mostrou aplicável através de pelo menos 14 culturas diferentes. O teste que os pesquisadores usaram para determinar se alguém tem ou não um medo quase clínico da felicidade foi praticamente universal.
Esse sentimento é uma coisa surpreendentemente complicada. Para algumas pessoas, a ideia de que ser feliz prenuncia algo ruim no horizonte é tão poderosa que pode se tornar uma doença mental, particularmente ansiedade. Apenas uma experiência feliz arruinada por alguma notícia devastadora pode fazer uma pessoa pensar que a felicidade é algo como uma maldição. É uma das razões pelas quais as pessoas que estão deprimidas podem ter problemas para ir a lugares e fazer coisas que poderiam ser divertidas – porque continuam a ter uma crença de que qualquer momento feliz inevitavelmente se transformará em uma grande decepção no final.
Para algumas pessoas, uma certa quantidade de estigma está ligada a felicidade. Isso porque ela pode implicar que alguém está alheio aos problemas do mundo, ou que é preguiçoso, ou ainda que está contente com o status quo.
O medo da felicidade predomina em algumas culturas, como sociedades que tendem a valorizar o bem de muitos sobre as necessidades de poucos. Índia, Japão e Hong Kong, por exemplo, possuem alto medo cultural da felicidade. A religião desempenha um papel, também, com culturas islâmicas colocando um valor mais alto na tristeza e sofrimento do que na felicidade, acreditando que isso os deixa mais próximos de Deus.

2. Os benefícios científicos de baixas expectativas

fatos tristes sobre felicidade 2
Quem não tem grandes expectativas, não pode ficar desapontado. Certo? Pesquisadores da University College London (Reino Unido) descobriram que isso não é apenas um ditado; é uma fórmula matemática.
A fórmula em si é incrivelmente complicada, mas essencialmente mede quanta felicidade você sente a partir de uma determinada atividade com base em suas expectativas, e leva em conta outros fatores, como potenciais recompensas e riscos.
Foi usada pela primeira vez em experimentos com 26 pessoas e depois expandiu-se para um aplicativo que permitiu a coleta de dados de cerca de 18.000 pessoas. Os 26 voluntários originais também foram monitorados por uma máquina de ressonância magnética funcional, a fim de ver o que estava acontecendo em diferentes áreas de seus cérebros conforme eram testados.
O estudo descobriu que não era o que as pessoas realmente tinham que as faziam felizes (ou infelizes). Era o que elas tinham em relação aos outros. O jogo projetado revelou uma verdade bastante universal: a felicidade aumentou mais nos participantes quando sua pontuação era melhor comparada às vitórias ou derrotas de outros, do que quando eles simplesmente tiravam uma pontuação grande.

1. Férias nem sempre aumentam sua felicidade

fatos tristes sobre felicidade 1
Viajar geralmente está no topo da lista de coisas que as pessoas acham que as farão felizes. Mas isso não é sempre verdade.
Embora alguns estudos tenham descoberto que experiências (como viagens) trazem mais felicidade do que coisas (como comprar um carro), um estudo publicado na revista Applied Research in Quality of Life que acompanhou 1.530 pessoas ao longo de 32 semanas descobriu que as férias nem sempre ajudam a melhorar o nosso humor.
Durante a pesquisa, 974 pessoas saíram de férias. Verificou-se que não só as férias não impactaram seus níveis de felicidade, como não tiveram qualquer efeito de longa duração. O maior impacto na felicidade foi visto naqueles que relataram que suas férias foram “muito relaxantes”. Ainda assim, não ficaram muito mais felizes do que estavam antes da viagem.
A maior parte da felicidade veio do tempo que antecedeu a viagem. Alimentada pela antecipação e emoção de ficar algum tempo longe de casa e do trabalho, muitas pessoas relataram níveis mais elevados de felicidade por cerca de dois meses antes de suas férias.
A esmagadora maioria das pessoas relatou que as coisas voltaram ao normal muito rapidamente depois que retornaram ao trabalho. Até os que mais relaxaram só relataram níveis elevados de felicidade por um máximo de cerca de duas semanas depois da viagem. Várias pessoas ainda se sentiram mais sobrecarregadas com a quantidade de trabalho que precisavam recuperar quando voltaram das férias. Essa descoberta me lembrou bastante o item sobre tempo – nós de fato não conseguimos mais aproveitar nossas pausas do
Os autores do estudo acham que isso significa que a maneira como tradicionalmente gastamos o nosso tempo de férias está errada. Eles sugerem fazer várias pausas ao invés de apenas uma, a fim de tirar o máximo proveito dos dias de folga. Assim, sempre teremos algo legal para esperar por, e também não ficaremos sobrecarregados no retorno.
Fonte: hypescience