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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Dia dura apenas 8 horas em exoplaneta 16 vezes maior que a Terra

Concepção artística do planeta orbitando a jovem estrela Beta Pictoris
Concepção artística do planeta orbitando a jovem estrela Beta Pictoris
Observações do Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, VLT) do European Southern Observatory (ESO) – o maior conjunto de telescópios ópticos do mundo – determinaram, pela primeira vez, a taxa de rotação de um exoplaneta. Foi descoberto que o Beta Pictoris b tem um dia que dura oito horas, o que é mais rápido do que qualquer planeta do sistema solar.
O exoplaneta Beta Pictoris b orbita a estrela visível a olho nu Beta Pictoris, que fica a cerca de 63 anos-luz da Terra, na constelação de Pictor (que significa “cavalete do pintor”). Este planeta foi descoberto há quase seis anos e foi um dos primeiros exoplanetas a serem diretamente fotografados. Ele orbita sua estrela a uma distância de apenas oito vezes a da Terra ao sol, o que o torna o exoplaneta mais próximo da sua estrela a ter sido reproduzido imageticamente de forma direta.
Usando o instrumento CRICES do VLT, uma equipe de astrônomos holandeses da Universidade de Leiden e do Instituto Holandês de Pesquisas Espaciais (SRON) descobriram que a velocidade de rotação equatorial do exoplaneta Beta Pictoris b é quase 100 mil km/h. Em comparação, o equador de Júpiter tem uma velocidade de cerca de 47 mil km/h, enquanto a Terra gira a apenas 1.700 km/h. O Beta Pictoris b é mais de 16 vezes maior e tem uma massa 3 mil vezes maior do que a Terra, e um dia no planeta dura apenas 8 horas.
“Não se sabe por que alguns planetas giram rápido e outros mais lentamente”, diz Remco de Kok, coautor do estudo. “Entretanto, esta primeira medição de rotação de um exoplaneta mostra que a tendência observada no sistema solar, onde os planetas mais massivos giram mais rápido, também vale para exoplanetas. Esta deve ser alguma consequência universal da forma pela qual os planetas se formam”.
O Beta Pictoris b é um planeta muito jovem, com apenas cerca de 20 milhões de anos (em comparação com 4,5 bilhões anos da Terra). Ao longo do tempo, é esperado que ele esfrie e encolha, o que vai fazê-lo girar ainda mais rápido. Por outro lado, outros processos que mudariam a rotação do planeta podem estar em jogo. Por exemplo, a rotação da Terra está desacelerando ao longo do tempo devido às interações de maré com a nossa lua.

Medindo a rotação do Beta Pictoris b

Os astrônomos fizeram uso de uma técnica precisa chamada espectroscopia de alta dispersão para dividir a luz em suas cores constituintes – diferentes comprimentos de onda do espectro. O princípio do efeito Doppler lhes permitiu utilizar a alteração no comprimento de onda para detectar que diferentes partes do planeta estavam se movendo a velocidades diferentes e em sentidos opostos em relação ao observador. Ao remover muito cuidadosamente os efeitos da estrela-mãe (muito mais brilhante), foram capazes de extrair o sinal de rotação do planeta.
“Nós medimos os comprimentos de onda da radiação emitida pelo planeta com uma precisão de uma parte em cem mil, o que torna as medições sensíveis ao efeito Doppler, que pode revelar a velocidade de objetos que as emitem”, explica Ignas Snellen, o principal autor do estudo. “Usando esta técnica, nós descobrimos que diferentes partes da superfície do planeta estavam se movendo ao nosso encontro ou para longe de nós em velocidades diferentes, o que só pode significar que o planeta está girando em torno de seu eixo”.
Esta técnica está intimamente relacionada com o registro de imagens de Doppler, que tem sido utilizado há várias décadas para mapear as superfícies das estrelas. O giro rápido de Beta Pictoris b significa que, no futuro, será possível fazer um mapa global do planeta, mostrando possíveis padrões de nuvens e grandes tempestades.
Fonte: hypescience

Há um planeta rochoso apenas a 21 anos-luz de distância

Concepção artística do HD
Concepção artística do HD 219134b
Usando o telescópio espacial Spitzer da NASA, astrônomos confirmaram a descoberta do planeta rochoso mais próximo do nosso sistema solar.
Apelidado de HD 219134b, este exoplaneta, que orbita muito perto da sua estrela para sustentar a vida, está a meros 21 anos-luz de distância.
Enquanto o planeta em si não pode ser visto diretamente, mesmo por telescópios, a estrela a qual orbita é visível a olho nu em céus escuros na constelação de Cassiopéia, próximo a Estrela do Norte.
Localização do HD 219134b
Localização do HD 219134b

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HD 219134b é o exoplaneta mais próximo da Terra a ser detectado transitando, ou passando em frente, sua estrela. Portanto, é perfeito para uma extensa pesquisa.
“A maioria dos planetas conhecidos estão a centenas de anos-luz de distância. Este é praticamente um vizinho”, disse o astrônomo e coautor do estudo Lars A. Buchhave, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, Massachusetts, nos EUA.
Para referência, o planeta mais próximo conhecido é GJ674b, a 14,8 anos-luz de distância, mas a sua composição é desconhecida.

É rocha!

HD 219134b foi avistado pela primeira vez pelo instrumento HARPS-North, do Telescópio Nacional Galileu nas Ilhas Canárias, através de um método chamado de técnica da velocidade radial, em que a massa de um planeta e sua órbita podem ser medidas através da força do “puxão gravitacional” que exerce sobre sua estrela hospedeira.
Concepção artística do planeta passando em frente à sua estrela
Concepção artística do planeta passando em frente à sua estrela
Foi determinado que o planeta tinha uma massa 4,5 vezes maior que a da Terra, e uma órbita rápida de três dias em torno de sua estrela.
O Spitzer acompanhou a descoberta. Medições de infravermelho do telescópio revelaram o tamanho do planeta, cerca de 1,6 vezes o da Terra. Combinando o tamanho e a massa, os cientistas concluíram que HD 219134b tem uma densidade de seis gramas por centímetro cúbico, confirmando que é um planeta rochoso.

E agora?

Agora que os astrônomos sabem que HD 219134b transita sua estrela, vão fazer de tudo para observá-lo a partir do solo e do espaço. O objetivo é conseguir informações químicas sobre o novo mundo, a partir da luz da estrela escurecendo quando o planeta passa à sua frente. Se o planeta tiver uma atmosfera, produtos químicos que podem imprimir padrões no brilho da estrela devem ser observados.
Outras observações com o HARPS-North também revelaram mais três planetas no mesmo sistema estelar, mais longe do que HD 219134b. Dois são relativamente pequenos e não estão muito distantes da estrela-mãe.
A principal autora do estudo, Ati Motalebi, do Observatório de Genebra, na Suíça, disse que acredita que o planeta é o alvo ideal para o Telescópio Espacial James Webb, da NASA, que entrará em atividade em 2018. “Webb e os outros grandes observatórios terrestres futuros poderão apontar para ele e examiná-lo em detalhes”, disse ela. 
Fonte: hypescience

CCP propõs ao Governo e partidos eliminar pagamento especial por conta

A Confederação do Comércio Português (CCP), num documento enviado ao Governo e a todos os partidos políticos, apela à eliminação do pagamento especial por conta (PEC) na próxima legislatura, considerando-o um verdadeiro "empréstimo forçado".



No documento, denominado "Um Novo Ciclo de Políticas para Vencer a Crise", a CCP aborda temas como a estratégia de crescimento, prioridades nas políticas públicas, financiamento da economia, fiscalidade, mercado de trabalho e Segurança Social.

A necessidade de revisão da estrutura de taxas de IVA, "corrigindo distorções recentes em resultado das políticas de austeridade" seguidas é uma das propostas que constam do documento, assim como o estabelecimento de um período máximo de pagamento de juros moratórios.
As prioridades nas políticas públicas de incentivo ao investimento privado e de realização de investimentos públicos devem ir para investimentos (público e privado) orientados para a valorização de recursos humanos e do território, defende a CCP, que recomenda ainda medidas de atração de investimento direto estrangeiro (IDE) e investimentos (individuais ou coletivos) que permitam subir na cadeia de valor dos bens e serviços produzidos.
A confederação defende ainda que a criação de uma instituição financeira pública que atue na área grossista e capte financiamentos externos é positiva, "sobretudo, face a um banco público (a CGD) e a funcionar de acordo com os critérios da generalidade da banca de retalho e sem capacidade para, por exemplo, ter uma política em que as pequenas e médias empresas sejam tratadas de forma não discriminatória".
A CCP propõe que sejam criados instrumentos de capitalização das empresas, alargado o Sistema de Garantia Mútua à emissão de obrigações ou mesmo ações ao mesmo tempo com a constituição de carteiras colocadas em Fundos de Investimento para o efeito e uma monitorização dos custos associados a estas operações, nomeadamente custos cobrados pelas entidades intermediárias.
Fonte: NM

AeroNeo investe 8 milhões em unidade de desmantelamento de aviões

A empresa portuguesa AeroNeo vai investir oito milhões de euros numa unidade industrial de manutenção e desmantelamento de aviões e valorização de ativos aeronáuticos, no aeroporto de Beja, que criará 80 postos de trabalho, foi hoje anunciado.



A licença de ocupação para a construção e a exploração da unidade foi hoje assinada, no aeroporto de Beja, entre a empresa ANA - Aeroportos de Portugal, que gere a infraestrutura aeronáutica alentejana, e a AeroNeo, que tem sede em Portugal e é participada pela suíça GreenParts Holding.

A partir da próxima semana, a AeroNeo vai começar a preparar a empreitada de construção da unidade, que deverá começar a funcionar "daqui a um ano e meio", disse aos jornalistas o sócio-gerente da empresa, Dominique Verhaegen.
A unidade, que vai "nascer" numa área de 7.500 metros quadrados, irá começar por criar 30 postos de trabalho, número de poderá chegar aos 80 postos de trabalho efetivos "a partir do terceiro ou do quarto ano" de funcionamento, estimou.
Segundo um documento distribuído aos jornalistas na cerimónia de assinatura da licença, a AeroNeo quer operar em Beja através de um processo "amigo do ambiente" e baseado no conceito "GreenParts95", que visa a valorização de ativos aeronáuticos por via da gestão integral de aviões em fim de vida.
Trata-se da última fase de manutenção e desmantelamento de um avião, de valorização, recertificação e reintrodução no mercado de peças, de reciclagem de outros componentes, como metais preciosos, e de formação especializada em aeromecânica.
A AeroNeo prevê "um ritmo de crescimento sustentado" para a unidade, que deverá desmantelar cinco aviões no primeiro ano e atingir os 18 no quarto ano, altura em que poderá aproximar-se de uma faturação anual superior a 32 milhões de euros, refere o documento.
Segundo o comunicado, a unidade, que deverá "entrar em funcionamento pleno dentro de três anos, irá responder à procura de soluções num mercado em crescimento", prevendo a AeroNeo que serão gradualmente retirados de operação cerca de 12.500 aviões nos próximos 15 anos, sendo que os modelos usualmente desmantelados são os AirBus 319 e 320 e o Boeing 737.
O objetivo da unidade "é a revalorização de componentes aeronáuticos extraídos em aviões em fim de vida", através de um processo que "parece muito mais uma clínica do que uma indústria de sucata", explicou Dominique Verhaegen.
Num primeiro momento, a AeroNeo prevê transferir as operações pesadas para Sines, "onde já há um embrião de indústria de reciclagem", disse, referindo, a título de exemplo, que as 16 toneladas de alumínio que serão extraídas de um Airbus 319 irão ser tratadas em Sines.
Trata-se de um projeto "transgeracional", porque a duração do licenciamento concedido à unidade "permitirá uma transferência sólida e durável e uma assimilação progressiva" da experiência da AeroNeo "pelos quadros e pelas equipas de trabalho locais", disse, referindo que a empresa procura "um enraizamento irreversível".
"A AeroNeo, promovendo o seu conceito de valorização de ativos aeronáuticos e juntando numa única plataforma de excelência as atividades de manutenção, desmantelamento, gestão de peças e formação aeromecânica, ambiciona ser um ator principal na consolidação do ´cluster` aeronáutico" em formação no Alentejo" e "no fecho do triângulo industrial aeronáutico Beja-Évora-Sevilha", disse.
"Será motivo de orgulho para Portugal, para o Alentejo e para Beja deter esta ferramenta única para poder atender à situação inevitável de acumulação de aviões em fim de vida", sublinhou.
Dominique Verhaegen contou que, em meados de 2011, a AeroNeo estava a finalizar acordos com o governo tunisino para instalar a unidade na base de Touser, no sul da Tunísia, mas a Primavera Arábe "alterou drasticamente" a estratégia da empresa e fê-la procurar uma alternativa, tendo escolhido o aeroporto de Beja, que acabou por ser o "melhor destino".
Fonte: NM

Mick Fanning reencontra tubarão

O surfista Mick Fanning, que há 11 dias, na África do Sul, foi vítima de ataque de um tubarão, voltou a encontrar um no mar quando reproduzia a sua aventura para o programa de televisão '60 minutos'.



Já de volta à sua Austrália natal, o surfista de 34 anos saiu abruptamente do mar, em Tweed Coast, depois de, segundo o próprio, ter avistado próximo de si a barbatana de um tubarão.

Segundo o The Courier-Mail, Mick Fanning, que estava na presença da mãe, saiu imediatamente da água ajudado por um jet-ski e explicou à equipa de reportagem o que tinha avistado.
"Ali está ele! Acabei de o ver", disse o triplo campeão do mundo (2007, 2009 e 2013), como se pode ver no vídeo promocional do programa.
A 19 de julho, na África do Sul, foi atacado por um tubarão na final da etapa do Mundial em Jeffreys Bay, saindo ileso do inesperado encontro, em imagens que circularam pelo planeta.
"O oceano é um lugar espantoso para se estar e sabe bem regressar", disse, garantindo que estará na próxima etapa do Mundial, em agosto, no Tahiti.
O surfista australiano é segundo do 'ranking' mundial, com menos 250 pontos do que o brasileiro Adriano de Souza.
Fonte: NM

Jovem desempregado ganha raspadinha milionária

Um estabelecimento que vende jogos de sorte ou azar, em Aveiro, deu um prémio avultado a um dos clientes habituais.


Um desempregado, de 25 anos, acreditou na sorte e foi presenteado com um ‘Super Pé-de-Meia’ que lh“Ele entrou, com a namorada, pelas 16h00, comprou uma e saiu para raspar no café, como fazia habitualmente. Mas nesse dia voltou e comprou mais duas, de cinco euros”, conta Marco Graça, proprietário do estabelecimento, ao Jornal de Notícias.
Não demorou muito até que o jovem voltasse “com um ar de surpreendido, muito feliz, a dizer que tinha ganho”, contou Filipa Vieira, a funcionária que lhe vendeu as segundas raspadinhas.
A alegria no ‘Kiosko A2’, em Aveiro, foi contagiante e muitos dos habituais clientes, e até desconhecidos, têm corrido até lá em busca da mesma sorte. “É um sentimento espetacular entregar estes prémios. É muito satisfatório porque os clientes procuram esperança e este encontrou”, afirma o dono do espaço.e garantirá, nos próximos 12 anos, todos os meses, 2.000 euros.
Fonte: NM

Taxista insulta no Facebook bombeira que morreu

Os utilizadores do Facebook ficaram indignados com a forma agressiva e rude com que um taxista falou da morte de uma jovem bombeira.



Os Bombeiros do Sabugal partilharam, na sua página de Facebook, uma fotografia de Cláudia Coleça, de 24 anos, que fez parte daquela instituição e que morreu de doença, prestando uma homenagem sentida à jovem que era “bombeira, enfermeira e queria ser médica”, pode ler-se na publicação.

Mas este tributo a alguém que protegia a população acabou por tornar-se controverso após um homem ter feito um comentário que criou muito desagrado. “Mais uma p*** que foi com os porcos”, escreveu o taxista.
A frase levou Gaspar Caldas, Comandante Bombeiros de Melgaço, a apresentar uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República. “Não conhecia a bombeira que faleceu, mas alguém tinha de fazer alguma coisa. Agi porque estava a criar-se uma onda de indignação tal que até publicaram no Facebook o contacto do indivíduo e onde trabalhava”, explicou o responsável ao Jornal de Notícias.
Mais ainda, Gaspar Caldas frisa que o homem “ia ter um fim um bocado trágico porque estava a meter-se com 40 mil homens ao ofender um bombeiro”. 
O Facebook do taxista já foi apagado depois das denúncias feitas a propósito do comentário.
Fonte: NM

Havia "algo de corrupto, quase me pediram dinheiro para jogar"

Futebolista passou pelo Benfica em 2006/07 e apenas apontou três golos, associando o baixo número de jogos a problemas com empresários.



Kikin Fonseca teve uma passagem fugaz e pouco feliz pelo Estádio da Luz. O avançado mexicano que apenas conseguiu marcar três golos em 13 encontros e recorda com alguma tristeza o facto de ter tido poucas oportunidades. O mexicano já pendurou as chuteiras mas estranhou a forma como saiu dos 'encarnados'.

Veio o José Veiga ao México buscar-me e, no início nem entendia a razão porque não jogava. Depois apareceu-me um representante croata [Zdenko Ilicic], a dizer que conhecia o treinador da altura, Fernando Santos. E disse-me: "Vais ser prejudicado se não me deres 300 mil euros". Disse-lhe: "Repara numa coisa: o José Veiga é que foi ao México buscar-me!". Disseram-me que foram eles que me levaram para o Benfica, logo queriam 300 mil euros.
O mexicano acabou mesmo por ser pouco utilizado por Fernando Santos e no final da época falou-se da sua saída.
"Metiam-me a treinar sozinho à tarde, quando a equipa treinava de manhã, por exemplo. Depois já diziam que me queriam transferir para o Hamburgo. Mas sentia que algo de corrupto se passava. Quase me pediram dinheiro para jogar", atirou em entrevista ao jornal O Jogo.
Fonte: NM

Porno: Elas também veem, saiba do que mais gostam

O site de vídeos pornográficos PornHub realizou um inquérito sobre os hábitos de consumo dos seus utilizadores do sexo feminino. Os dados que revelam podem surpreender algumas pessoas.



Achava que ver pornografia era uma atividade exclusivamente masculina? Saiba que está enganado. São cada vez mais as mulheres que se interessam por este tipo de entretenimento e as estatísticas comprovam-no.

O site PornHub, a segunda plataforma de conteúdo adulto mais visitada do mundo, realizou um inquérito sobre o consumo feminino de pornografia.
Ainda que as mulheres continuem a ser uma minoria neste tipo de sites, como reporta o El Confidencial, representam 24% do total de visitas, sendo que algumas faixas etárias ultrapassam os 30%.
Eis as principais conclusões deste estudo:
1. As mulheres gostam de ver sexo entre mulheres. As palavras mais procuradas por mulheres no PornHub são ‘lésbico’, ‘trio’ e ‘squirt’.
2. As mulheres gostam de Kim Kardashian. ‘Real celebrity sex tape’ (‘vídeo porno caseiro de uma famosa’) é, segundo este estudo, a pesquisa que mais tem aumentado entre as mulheres. Com um aumento de 1028%, que os autores atribuem a Kim Kardashian, cujo vídeo sexual é um dos mais vistos.
3. As mulheres gostam de ver sexo oral. As pesquisas neste campo têm aumentado drasticamente. Sendo que há 900% mais mulheres a pesquisar este tipo de vídeos do que homens, conclui o estudo.
4. As mulheres passam mais tempo a ver porno do que os homens. Como o PronHub revela no comunicado divulgado pelo El Confidencial, o consumo de pornografia parece ter o mero propósito de causar excitação. Em média as mulheres passam dez minutos na página, já os homens fazem visitas de nove minutos.
5. Mulheres jovens consomem mais de pornografia. Entre os jovens dos 18 aos 24 anos 36% são mulheres, uma percentagem que vai diminuindo muito com a idade. No público entre os 45 e os 54 anos apenas 8% são mulheres.
Fonte: NM

Vão ser julgados três ex-responsáveis da empresa gestora de Fukushima

Três antigos dirigentes da empresa gestora da central nuclear de Fukushima vão ser julgados por responsabilidade no acidente de 2011, anunciaram hoje os queixosos.



O ex-presidente do conselho de administração do grupo na altura do desastre Tsunehisa Katsumata (75 anos) e dois vice-diretores executivos, Sakae Muto (65) e Ichiro Takehuro (69), devem ser julgados, decidiu um painel de cidadãos, na sequência de um processo que se prolongou por meses.

Esta decisão inverte o precedente da justiça nipónica que, em janeiro, considerou "não existirem provas suficientes para concluir que (os três responsáveis) podiam prever ou evitar" o acidente nuclear em Fukushima, na sequência do maremoto de 11 de março de 2011, na costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku.
A resposta anterior da justiça nipónica referia-se a um pedido de uma primeira comissão jurídica independente, composta por cidadãos, apresentado em julho passado, em relação ao julgamento destes três responsáveis da Tokyo Electric Power (TEPCO) por não terem tomado, a montante, as medidas necessárias para evitar que o maremoto atingisse e destruísse a central nuclear.
Um segundo painel, com a mesma composição, reviu o dossiê e concluiu a favor de um julgamento dos três ex-dirigentes.
Os ativistas e residentes da zona da central acidente pediram às autoridades o julgamento de três dezenas de responsáveis da TEPCO por não terem tomado as medidas necessárias para proteger o local contra um maremoto, mas ninguém foi acusado até ao momento.
Na sequência do acidente nuclear, o pior desde da explosão da central ucraniana de Chernobil, em 1986, mais de 110 mil residentes foram retirados da zona de exclusão de 20 quilómetros em redor de Fukushima.
Mais de 13 mil pessoas morreram e cerca de 16 mil desapareceram no maremoto.
Fonte: NM

Representante de Granadeiro propôs suspensão da AG, mas foi rejeitada

O representante do antigo presidente executivo da PT SGPS Henrique Granadeiro propôs a suspensão da reunião magna da Pharol, mas a proposta foi rejeitada por mais de 99% do votos, disse fonte participante da reunião.



Os acionistas da Pharol (43% do capital representado) estão reunidos esta tarde em Lisboa, em assembleia-geral de acionistas, para votar a proposta do Conselho de Administração de colocar uma ação de responsabilidade contra ex-administradores da empresa devido a investimentos na Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).

De acordo com fonte que está presente na reunião, "o representante de Henrique Granadeiro propôs a suspensão" dos trabalhos, mas tal foi rejeitado por mais de 99% dos acionistas.
No final de junho do ano passado, foi tornado público que as aplicações na Rioforte, datadas de abril de 2014, ascendiam no seu conjunto a 897 milhões de euros. Estes instrumentos de dívida acabariam por vencer a 15 e 17 de julho do mesmo ano, sem a PT SGPS conseguir obter aquele montante.
A situação culminaria na saída de Henrique Granadeiro, na altura presidente executivo e do conselho de administração da PT SGPS, a 07 de agosto do ano passado, e mais tarde de Zeinal Bava da Oi.
Esta é a primeira assembleia-geral da Pharol (antiga PT SGPS) desde que mudou de nome e com Luís Palha da Silva como presidente do Conselho de Administração.
Fonte: NM

quinta-feira, 30 de julho de 2015

10 cidades perdidas redescobertas

Os seres humanos tem mania de imaginar o passado como “maior” que o presente; isso porque nos parece que os antigos tinham algum conhecimento que nós perdemos. Tal ideia é reacendida por descobertas arqueológicas esplêndidas de cidades importantes que ninguém sabia que existiam antes.
Cidades sempre caíram em desuso por uma variedade de razões, e sem uma população residente, ficaram perdidas na história por séculos até serem redescobertas. Confira essa lista que se concentra em cidades que foram abandonadas, esquecidas e redescobertas mais tarde:
1 – Pavlopetri – Grécia
Sempre que cidades perdidas são discutidas, Atlântida vem à mente. Embora não haja uma forte evidência de que Atlântida realmente existiu, além do conto alegórico de Platão, muitas cidades sofreram o destino suposto de Atlântida: ser engolida pelo mar.
Pavlopetri era uma cidade pré-Grécia Clássica, que foi erguida na Idade da Pedra e persistiu até 1.000 a.C. O local submerso ofereceu aos arqueólogos uma perspectiva única sobre a vida no momento. A cidade foi provavelmente submersa pela elevação dos mares e a subsidência do solo causada por terremotos. Como o nível do mar oscilou muito ao longo da existência humana, é provável que outros locais existam nos oceanos aguardando descoberta.
2 – Palácio Cliff – EUA
O povo Pueblo, nativos americanos do sudoeste dos EUA, são nomeados pelas aldeias (Pueblos) que construíram. Embora existam comunidades pueblos ainda hoje, o Anasazi, uma sociedade pluebo antiga, floresceu entre 900 e 1200 d.C.
“Cliff Palace” (Palácio Cliff) foi construído nesta época de ouro dos Anasazi; a maioria dos edifícios é datado de 1.200 d.C. A ocupação do local foi de curta duração e abandonada por volta de 1.300 d.C. Ele permaneceu desconhecido no deserto até 1888.
O nome do local é meio equívoco, já que é mais como uma aldeia do que o que nós entendemos como um palácio. Embora a razão para o abandono da área não seja certo, a teoria amplamente aceita é que a primeira das grandes secas, que tem sido associada ao colapso da idade de ouro Anasazi, interrompeu a agricultura em toda a região.
3 – Akrotiri – Santorini
A civilização minóica de Creta é nomeada em homenagem ao mítico rei Minos, construtor do labirinto. Há pouco material escrito da civilização, então não sabemos como eles chamavam a si mesmos. A civilização inteira foi esquecida até a virada do século 20. Com a descoberta do grande palácio de Cnossos, as glórias dos minóicos foram redescobertas.
Mas, em vez do conhecido Cnossos, nessa lista está um posto avançado dessa civilização, Akrotiri, que fica na ilha de Santorini. Santorini, ou Thera, é a casa do vulcão Thera. Pensa-se agora que a explosão de Thera, por volta de 1.600 a.C., uma das maiores erupções na história, provocou o colapso do império. A descoberta de Akrotiri, em 1967, trouxe à luz frescos excepcionalmente bem preservados, casas de até três andares, e um complexo planejamento. O sistema de abastecimento de água sugere que o povo de Akrotiri tinha acesso a água corrente quente e fria, com a água quente fornecida pelo vulcão que os destruiu.
4 – Tikal – Guatemala
A cidade maia de Tikal foi a capital de um reino maia e uma grande cidade do Novo Mundo. O local foi ocupado entre 200 e 900 d.C. Graças à preservação quase perfeita da cidade, se sabe muito sobre a grandeza de Tikal no seu auge, assim como os reis poderosos que governaram lá.
Enquanto o local é, por vezes – como outras ruínas do Novo Mundo – listado como “misteriosamente” abandonado, pesquisas mostram que a terra não poderia suportar o grande número de pessoas reunidas lá. O abandono ocorreu ao longo de vários anos, e a cidade foi deixada para as selvas.
Parece, no entanto, que alguns moradores sabiam da sua existência durante esses anos, e rumores de uma cidade perdida na área persistiram. A primeira expedição organizada a cidade ocorreu em 1848. O que eles encontraram foi um dos maiores sites de sobreviventes do Novo Mundo. Existem pirâmides de até 70 metros de altura, palácios reais, monumentos e uma arena para jogar um jogo de bola maia.
5 – Timgad – Argélia
Timgad é a cidade perdida arquetípica das histórias de aventura. No passado uma cidade vibrante, fundada no deserto por ordem do imperador Trajano, sobreviveu às revoltas do império e cresceu a uma cidade de comércio de grande porte.
No século 5, renasceu como um centro da vida cristã. No século 7, vândalos levaram ao completo abandono da cidade. Nisso, as areias do Saara cobriram o local e o preservaram até sua redescoberta, em 1881. Agora, as ruínas da cidade dão um insight brilhante sobre cidades romanas das províncias africanas. As ruas seguem um design perfeito, como seria de esperar de uma cidade construída sob encomenda. Hoje, pode-se ver o arco de Trajano, os locais de banhos e o templo de Júpiter. O templo é tão grande quanto o panteão em Roma, mostrando a importância da cidade. No fórum, lê-se a inscrição: “Para caçar, tomar banho, jogar e rir. Esta é a vida!”.
6 – Machu Picchu – Peru
Nenhuma lista de cidades perdidas está completa sem Machu Picchu. Esta cidade inca fica em um pico nos Andes. Foi apenas habitada por um curto período de tempo, de 1450 a 1572 d.C., antes de ser abandonada como resultado da conquista espanhola da América do Sul.
Como os espanhóis nunca encontraram a cidade, e moradores não revelaram a sua localização, Machu Picchu só chamou a atenção do Ocidente no início do século 20. Ainda há debate sobre a “função” de Machu Picchu: seria um retiro real, um santuário religioso?
Hoje, é fácil chegar até lá, com ônibus e trens regulares. Isto levou a preocupações sobre a sustentabilidade de um grande número de visitantes, no entanto, dadas as vistas maravilhosas e as ruínas esplêndidas, não dá pra deixar de ir até a região.
7 – Mohenjo-daro – Paquistão
Junto com as civilizações egípcia e mesopotâmica, a civilização do Vale do Indo é considerada uma das mais antigas do mundo. A civilização do Vale do Indo atingiu o seu pico cerca de 2000 a.C., embora seja consideravelmente mais velha.
Ciência, comércio, artesanato, religião e agricultura progrediram notavelmente. A natureza avançada desta civilização pode ser vista em Mohenjo-daro, com as suas ruas ordenadas e sistema de drenagem. Ao contrário de outros locais desta lista, não há palácio ou complexo, ou templo. Isso levou alguns a considerar a civilização do Vale do Indo como igualitária, no entanto sabemos muito pouco das pessoas que viviam em Mohenjo-daro, de modo que tal declaração não é definitiva. A inundação parece ter destruído a cidade, e novas cidades foram construídas diretamente sobre as ruínas. O que causou seu abandono final não é claro, mas ocorreu por volta de 1800 a.C. Mohenjo-daro só foi redescoberta em 1922.
8 – Petra – Jordânia
A inclusão de Petra nessa lista pode se provar controversa, já que se pode questionar se estava realmente perdida. Foi certamente abandonada, mas pode ter sido muito bem conhecida pelos locais.
De qualquer forma, ela foi perdida do conhecimento ocidental por pelo menos mil anos. Ela foi levada para o domínio romano em 103 d.C. A cidade floresceu no deserto até que um terremoto destruiu seu sistema de água vital. Com outras cidades disponíveis, pareceu mais fácil simplesmente abandonar o local do que o reconstruir.
A partir de então, o local foi deixado pelo deserto, atraindo apenas viajantes curiosos e ladrões de túmulos. Agora, é um dos grandes sites arqueológicos no Oriente Médio. A cidade é meia construída, meia esculpida nas rochas vermelhas das colinas que habita. A arquitetura é uma fusão de nabateu, romano, grego e nativo.
9 – Tróia – Turquia
“Cante, ó Musa, a ira de Aquiles, filho de Peleu”. Assim começa a Ilíada de Homero, o texto fundamental da literatura ocidental. Por toda a importância colocada na Ilíada, foi por muito tempo pensado que Tróia era tão mítica quanto Atlântida.
Então, em 1871, um classicista autodidata, Heinrich Schliemann, financiou uma escavação em uma colina em Hissarlik. Lá, onde em tempos antigos uma cidade chamada Ilium (assim Ilíada) tinha estado, eles descobriram enormes muralhas defensivas do tipo descrito por Homero.
Bem como as muralhas de Tróia, Schliemann descobriu joias de ouro que mostrou como as joias de Helena. Este tesouro que se pensava perdido após a Segunda Guerra Mundial foi, de fato, saqueado pelos soviéticos e pode ser encontrado no museu Pushkin.
Escavações modernas do local revelam que a cidade era grande, grande o suficiente para ser a base da lenda antiga. Eles também descobriram que foi fundada por volta de 3000 a.C. e destruída várias vezes. Cada nova cidade foi construída sobre as ruínas da passada. Há um intenso debate sobre qual destas camadas pode se relacionar com a cidade sitiada pelos gregos. Curiosamente, as paredes poderosas da cidade teriam muito superado qualquer armamento de cerco disponível por atacantes – isso é o que a Ilíada descreve, e explica a necessidade de trapaças como o cavalo de Tróia.
10 – Pompéia e Herculano – Itália
“Havia alguns com tanto medo da morte, que rezavam para morrer”. Isso escreveu Plínio, o Jovem, sobre a erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C.
Seu tio, o grande ancião Plínio, tinha tomado a frota romana em toda a baía de Nápoles para resgatar as pessoas presas no sopé do vulcão. A expedição custaria a Plínio, o Velho, sua vida, conforme as cidades de Pompéia e Herculano foram sufocadas em cinzas.
As cinzas, que destruíram tantas vidas, perfeitamente preservaram as duas cidades por 1.700 anos. Enquanto muitas vezes nós pensamos nos antigos romanos como um povo habitando um mundo perfeito de mármore branco, Pompéia revela uma cidade real, com muitas características que reconheceríamos hoje.
Slogans políticos são pintados nas paredes – “Vote para Sabino Popídio Lucius!” – e há grafites nas paredes dos banheiros. Um mural mostra um motim que ocorreu ao redor do anfiteatro na cidade. Ela tem sido uma mina de ouro para os arqueólogos e é um local turístico. Ao contrário de outras cidades, aqui você ainda pode ver alguns de seus habitantes; pontilhados ao longo das ruínas, estão os fantasmas medonhos dos mortos cujos corpos deixaram buracos nas cinzas.
Fonte: hypescience

10 culturas perdidas que podem reescrever nossa história

A história não é escrita em pedra (pelo menos não figurativamente). Às vezes, descobertas de arqueólogos, historiadores e outros pesquisadores desenterram segredos de culturas perdidas e percebemos que nosso conhecimento tem que mudar. Além disso, muitos mistérios permanecem.

10. A Ani subterrânea, na Turquia

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Embora tenha sido a capital do Reino da Armênia, a cidade de 5.000 anos de Ani agora se encontra dentro das fronteiras da Turquia. Uma vez chamada de “Cidade das 1.001 Igrejas” ou “Cidade dos Quarenta Portões”, a ex-próspera e regionalmente dominante Ani foi abandonada há mais de 300 anos.
Sua história é violenta, com a cidade-estado tendo sido conquistada centenas de vezes. Em vários pontos, Ani foi governada por armênios, bizantinos, georgianos, curdos, turcos otomanos e russos. Após a Primeira Guerra Mundial, funcionários turcos ordenaram a obliteração dos monumentos de Ani. Embora a destruição oficial não tenha sido completa, saqueadores e vândalos adicionaram à ruína.
Parecia um fim triste para a história da cidade e sua cultura, até que pesquisadores descobriram os segredos da “Ani subterrânea”. Em 2014, na Universidade Kafkas, na Turquia, o historiador Sezai Yazici contou como George Gurdjieff Ivanovic e seu amigo Pogosyan estavam cavando em um túnel sob as ruínas de Ani na década de 1880, quando perceberam que o solo tinha mudado. Logo, eles tropeçaram em uma escola mesopotâmica famosa, usada nos séculos VI e VII. Eles também encontraram cartas escritas entre monges em uma língua armênia antiga.
As descobertas foram confirmadas por pesquisadores italianos em 1915. A Ani subterrânea tinha uma escola, um mosteiro, casas de pedra, casas de monges, canais de água, salas de meditação e mais de 500 metros de túneis complexos. Pelo menos 823 estruturas e cavernas foram identificadas. Yazici quer que este complexo subterrâneo seja promovido pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

9. Silla, na Coréia

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Silla existiu, em sua época, como um dos três reinos na Coréia. Os outros dois eram Goguryeo e Baekje. Começando em 57 aC como um pequeno estado tribal, cresceu ao longo do tempo para abranger mais da metade da península coreana, principalmente o sul.
Silla desenvolveu um poder centralizado, sendo que a família real consolidou seu direito de governar criando um sistema de status social chamado kolpum. Similar com o “nascer com sangue real”, todos os governantes inicialmente tinham que ter “osso sagrado”. Esse sistema de castas também controlava as opções de carreira, o tamanho das casas e carros, e a cor das roupas.
Silla combinou forças com a China para conquistar Baekje em 660 e Goguryeo em 668. Com apenas uma pequena parte do norte da Coréia do lado de fora de seu comando, os três reinos tornaram-se conhecidos como o “Reino Unificado de Silla”. Muito dessa história permanece um mistério, incluindo o Hwarang, um grupo de elite de jovens cujo papel militar e religioso é objeto de grande debate.
Silla introduziu o budismo como a força dominante na cultura da Coréia, incluindo sua arte, tradições e governo. A cidade capital do reino era Gyeongju, ainda o lar de impressionantes artes budistas. Antes da ascensão dessa religão, joias valiosas, armas e cerâmica eram normalmente colocadas em túmulos para ajudar o falecido em sua próxima vida. Após a introdução do budismo, a arte valiosa foi colocada em exposição pública, em vez de em túmulos, porque budistas acreditam que a arte é para os vivos. O governo também restaurou muitos templos, incluindo o famoso Templo Pulguksa, fortemente influenciado pela arquitetura Tang chinesa. Entre outros avanços, os coreanos também desenvolveram uma espécie de “impressão” móvel dois séculos antes de Gutenberg.
Em 935, Silla foi conquistada pela dinastia Goryeo. Tendo sobrevivido 992 anos, Silla foi o reino mais longo da história da Coréia. Embora sua importância cultural seja clara para alguns moradores locais, sua história é quase completamente desconhecida fora da Coréia.

8. Cucuteni-Trypillian, na Europa Oriental

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Em 1893, ruínas de uma aldeia chamada Trypillia foram descobertas na região central da Ucrânia, provocando uma exploração arqueológica que revelou uma cultura fascinante que se estendeu por 35.000 quilômetros quadrados no que hoje é a Ucrânia, Romênia e Moldávia. A cultura Cucuteni-Trypillian existiu de 5400 aC a 2700 aC, com algumas das suas cidades hospedando até 15 mil habitantes e milhares de edifícios. Muitos de seus assentamentos ficavam a apenas 3 a 4 km de distância.
O povo Cucuteni-Trypillian vivia em uma sociedade matriarcal, com a adoração de uma Grande Deusa e crença na vida após a morte. Escavações descobriram altares decorados, cerâmica e estatuetas feitas de metal. A partir de imagens nos artefatos, os arqueólogos concluíram que mulheres aravam, criavam cerâmica e faziam roupas. Homens caçavam, criavam animais e faziam ferramentas. Eles planejavam suas cidades utilizando modelos de barro dos edifícios. Com cobre e pedra, derrubavam milhares de árvores para construir prédios de vários andares em seus assentamentos. Paredes e pisos eram revestidos com barro, pintados de branco e vermelho e decorados para manter os moradores a salvo de espíritos malignos.
As pessoas da cultura Cucuteni-Trypillian também construíam templos. Estranhamente, no entanto, elas se engajavam em um ritual bizarro de queimar a aldeia inteira a cada 60 a 80 anos, às vezes reconstruindo os mesmos edifícios ao longo das ruínas. Na Romênia, os arqueólogos encontraram 13 camadas de assentamentos no mesmo local. Em alguns casos, o povo se mudava para outra área para reconstruir suas casas. Os cientistas têm teorias diferentes a respeito de porque o povo Cucuteni-Trypillian fazia isso, mas o motivo real permanece um mistério.

7. Sican, no Peru

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Entre cerca de 750 dC e 1375 dC, a cultura Sican prosperou no Vale do Lambayeque no Peru. O povo Sican pode ser descendente dos Moche, mas ninguém realmente sabe exatamente como a cultura começou. A lenda diz que o líder mítico Naymlap navegou em águas próximas a Lambayeque com o seu povo, construindo palácios e templos na região. Mais provavelmente, no entanto, os Sican se separaram da civilização Wari no oitavo século para estabelecer a sua própria cultura.
Eles utilizavam tecnologia de irrigação como os Moche, mas a cultura Sican tinha diferentes práticas funerárias. Em vez de enterrar seus mortos deitados, eles enterraram pessoas sentadas. Seus governantes eram sepultados com bens valiosos de ouro e prata. Há alguma evidência de sacrifício humano ritual em massa para celebrar a morte, embora eles não fossem um povo guerreiro.
Mas eram ostentativos, no entanto. A classe alta gostava de usar túnicas, luvas e joias feitas de ouro. Também usavam cocares de penas vistosas. Os Sican produziam cerâmica preta polida, e peças de metal com ouro e turquesa. Eles criaram algumas das peças mais célebres de arte dos Andes.
Voltando à lenda do povo Sican, eles acreditavam que, depois de 12 netos de Naymlap governarem a terra, um fez uma “caca”: moveu um ídolo de pedra que não deveria ter mexido. Isso causou chuvas e inundações que levaram à destruição em massa da cultura em torno de 1100 dC. Do ponto de vista científico, a análise de amostras indica que um evento climático El Nino provavelmente ocorreu nessa área na época. Em seguida, os Sican abandonaram seu sistema monetário, a maior parte de suas estruturas políticas e religiosas e sua cidade mais importante, Batan Grande, que sofreu danos significativos nas enchentes. Além disso, seus edifícios podem ter sido deliberadamente queimados. A evidência arqueológica não é clara.
O povo Sican estabeleceu uma nova capital em Tucume, antes de serem conquistados pelos guerreiros Chimu no século 14.

6. Qijia, na China

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Na década de 1920, um geólogo sueco descobriu a primeira evidência do povo Qijia em Gansu, no noroeste da China. Ao longo do tempo, mais sítios arqueológicos foram encontrados, sugerindo que a cultura existiu de cerca de 2250 aC a 1900 BC.
Os Qijia se espalharam ao longo do rio Amarelo e outros que fluíam para ele. Apesar dos rios, o clima era seco, levando as pessoas a cultivar culturas adequadas e criar animais como cabras, porcos e ovelhas. Eles viviam em pequenos povoados onde os arqueólogos encontraram evidências de sacrifícios humanos, embora ninguém saiba para quem ou por que eles faziam isso. Famílias muitas vezes eram sepultadas em um único túmulo, junto com cerâmica, joias e armas. Os cientistas também descobriram artefatos utilizados para prever o futuro.
Em 1999, arqueólogos chineses tropeçaram em um mistério Qijia: escavando uma casa semissubterrânea em uma aldeia de 400 habitantes, eles descobriram 14 conjuntos de ossos humanos em três grupos de três a cinco pessoas cada. Os arqueólogos nunca tinham visto tantas pessoas antigas em uma única casa. Cada grupo era composto por um adulto protegendo 2 a 4 crianças. Parecia que todo mundo tinha morrido de repente em um evento catastrófico.
Os jovens e fortes pareciam ter fugido, deixando para trás crianças e idosos que então se esconderam em lugares que achava que eram seguros. Os pesquisadores agora creem que um grande terremoto atingiu a vila, possivelmente seguido por inundações. Embora tenha havido danos catastróficos, um artefato interessante foi preservado. Arqueólogos descobriram uma tigela de cerâmica de cabeça para baixo. Quando virada, foi encontrado o mais antigo macarrão da China.

5. Srubna, na Europa Oriental

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A cultura Srubna (ou “Srubnaya”) existiu aproximadamente em 1950 aC a 1200 aC, na região dos Montes Urais, a região central da Ucrânia. Em russo, “srub” significa algo como “quadro de madeira”, o que explica por que essa cultura é mais conhecida por suas câmaras funerárias, assemelhando-se a cabanas de madeira, localizadas sob túmulos chamados “kurgans”.
As câmaras funerárias, consideradas as casas dos mortos, pareciam muito com os cômodos nos quais as pessoas viviam acima do solo. Mesmo assim, mais de 95% dos mortos da cultura Srubna eram enterrados em sepulturas de barro regulares. Assim, o nome dado a ela é um pouco enganador.
Pesquisadores descobriram milhares de pequenos assentamentos Srubna por toda a Europa Oriental, a maioria com apenas algumas casas cada um, e com certas diferenças. Portanto, Srubna é mais uma família de culturas do que algo bem unificado. No entanto, os arqueólogos sabem muito pouco sobre essas pessoas, e não têm sido capazes de dividi-los em grupos claros.
Os cientistas têm encontrado principalmente fragmentos de cerâmica e ferramentas feitas de pedra ou bronze nesses sítios. Muitos parecem ser pobres em sentido material. Há alguma evidência de agricultura, mas mais de criação de animais, principalmente vacas, cavalos, porcos e ovelhas. No geral, os estudiosos debatem sobre como interpretar esses achados.
Em 2011, arqueólogos descobriram o que parecia ser um relógio de pedra em um dos túmulos Srubna. Um pesquisador da Universidade Federal do Sul na Rússia confirmou que as marcações mostrariam o tempo com precisão. O objeto é surpreendentemente sofisticado, do ponto de vista da geometria.

4. Dorset, no Canadá Ártico e na Groenlândia

Ours nageant, culture du Dorset (Musée du Quai Branly)
Nomeado por arqueólogos após a localização de um sítio de escavação, o povo Dorset habitou o Canadá Ártico e a Groenlândia a partir de cerca de 800 aC a 1300 dC. Não sabemos de onde eles vieram ou por que desapareceram, mas sabemos que eram muito isolados. A pesca e a caça de animais eram seu sustento.
O pouco que entendemos dessa cultura é uma combinação de análise científica com histórias contadas pelo povo Inuit. Eles chamavam os Dorset de “Tunit”, e parecem ter encontrado com essas pessoas cerca de mil anos atrás, quando cruzaram o Alasca até o Canadá. De acordo com os Inuit, o povo Dorset era extremamente forte, mas gentil. Eles eram “gigantes” e caçadores habilidosos. Podiam agarrar o pescoço de uma morsa com uma linha de arpão e arrastá-la para casa.
Suas ferramentas são misteriosas. Elas eram tão pequenas e precisas que pareciam impróprias para atividades como raspar peles ou tarefas domésticas diárias. Os Dorset pareciam fazer comércios, mas há pouca evidência de que fizeram avanços tecnológicos. Nada indica que eles usavam coisas como trenós puxados por cães ou caiaques.
Os Inuit alegam que os homens Dorset eram loucamente apaixonados por suas esposas. Isso talvez seja porque poucas mulheres parecem ter vivido entre eles. De acordo com a análise de DNA das amostras do povo, havia pouca diversidade de herança materna, o que significa que só algumas mulheres migraram com os homens para essas regiões frias. Eles não parecem ter casado ou tido relações sexuais com visitantes de outras culturas. Não podemos dizer por que os Dorset eram tão completamente isolados, mas isso pode ter a ver com suas crenças espirituais.

3. Magan, no Omã

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Cerca de 5.000 anos atrás, no século III aC, uma cultura milenar conhecida como a civilização Magan habitou o que é agora o nordeste de Omã. Os arqueólogos escavaram os sítios de Bat, Al-Khutm e Al-Ayn, acreditando que eles eram centros comerciais antigos com a Mesopotâmia de 3000 aC a 2000 aC. Há também um grande cemitério e estruturas de pedra maciças conhecidas como “torres”, que parecem ser plataformas de templos, casas ou outras estruturas que não estão mais presentes.
Os arqueólogos não entendem como esses locais eram usados ainda. Os Magan provavelmente viviam de mineração de cobre, e negociavam com outras culturas. É um verdadeiro mistério tentar determinar quem foram essas pessoas, onde exatamente se estabeleceram e o que faziam, no entanto, porque elas não usavam escrita ou arte para gravar sua história ou organizar suas sociedades. Sabemos muito pouco sobre seu modo de vida, embora os Magan tivessem um impacto significativo sobre seus vizinhos. Várias outras culturas os nomeiam em seus registros. Relatos da Assíria, do Vale do Indo e de civilizações sumérias chamam Magan de “montanha de cobre” e creditam seu sucesso econômico à negociação de cobre, pedra e madeira com seu povo.

2. Cultura desconhecida, no Peru

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Em 2014, uma equipe de arqueólogos poloneses, peruanos e colombianos anunciou uma descoberta surpreendente no norte do deserto de Atacama, no Peru. Eles encontraram 150 múmias de uma cultura desconhecida, datada de um período a partir do século IV ao VII dC, quase 500 anos antes dos Tiwanaku (uma civilização que antecedeu os incas) aparecer na região.
Envoltos em esteiras, saias de algodão ou redes, os corpos foram enterrados na areia sem quaisquer estruturas que indicassem sua presença, o que pode explicar por que nunca foram encontrados. Embora os arqueólogos não saibam quase nada sobre essas pessoas, os enterros dão alguma informação limitada sobre sua cultura.
Os cientistas encontraram maças que podem esmagar crânios, arcos e cabeças de obsidiana nos túmulos, o que pode indicar que as pessoas enterradas pertenciam a alguma elite. A presença de arcos foi particularmente interessante, porque estes são artefatos raros no Peru. Um lhama também foi encontrada, o que significa que esses animais foram trazidos para esta área do Peru muito mais cedo do que pensávamos.
Os arqueólogos descobriram cerâmica, ferramentas e joias de metal enterradas com os corpos. As múmias também tinham vime preso aos seus ouvidos, que poderia representar dispositivos de comunicação utilizados pelos vivos para falar com os mortos.
Examinando os cestos e redes de pesca, os pesquisadores creem que esse povo vivia de agricultura a pesca. Também concluíram que eles usavam ornamentos e gostavam de fazer penteados no cabelo. Estes detalhes indicam uma cultura avançada que viveu em parte do Peru em uma época que antes pensávamos ser desabitada.

1. Hongshan, na China

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A história da civilização chinesa pode estar em grande reformulação. Até recentemente, acreditava-se que a dinastia Xia era a origem dessa cultura na região do vale do Rio Amarelo, cerca de 4.100 anos atrás. Agora, os pesquisadores estão debatendo se a civilização chinesa, na verdade, começou com a cultura Hongshan 6.500 anos atrás.
Os Hongshan viveram em uma área que é hoje as províncias de Liaoning e Hebei, no nordeste da China. Mesmo que tenha produzido alguns dos primeiros artefatos de jade, incluindo o primeiro símbolo de dragão conhecido, a cultura Hongshan é normalmente desconsiderada porque floresceu muito longe da fonte original da civilização chinesa.
Ela era complexa, como sugerido por um templo dedicado a uma deusa e evidências arqueológicas de que eles faziam comércio com pastores da Mongólia. Os cientistas também descobriram muitos artefatos Hongshan na Terra de Hunshandake Sandy, que fica a 300 quilômetros mais a oeste do que onde a cultura foi originalmente descoberta.
O elemento surpreendente foi que os artefatos sugeriram que os Hongshan pescavam e caçavam na região. Antes, acreditávamos que o deserto em Hunshandake tinha em torno de um milhão de anos. Uma nova pesquisa estima a idade do deserto em meros 4.000 anos. Isso significa que o clima mudou radicalmente enquanto os Hongshan moravam lá.
Segundo o paleoclimatologista Louis Scuderi, havia muita água na região, grandes lagos, pastagens e florestas. Com base em todos os artefatos encontrados, fica claro que uma população muito grande viveu ao longo das margens desses lagos. Agora, alguns cientistas acreditam que, quando a região de 20.000 quilômetros quadrados foi transformada em um deserto, cerca de 4.200 anos atrás, os Hongshan foram forçados a migrar para o sul para a sobrevivência. Assim, podem ter desempenhado um papel mais importante na criação de civilização chinesa do que inicialmente pensávamos.
Fonte: hypescience