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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Computação quântica é o futuro! Clique e descubra o porque

computação quântica é o futuro
Mais de 400 milhões de transitores fazem parte do processador 45nm, da Intel, e esse número ainda deve dobrar. E mesmo assim, o assustador número não é nada quando comparado à computação quântica. A computação quântica é um assunto um tanto quanto complicado – mecânica quântica e computadores, afinal -, mas comece a prestar atenção nisso.

Computação Quântica é o futuro

A computação consiste na aplicação de bits, a base de todo o funcionamento dos computadores. Os bits têm dois estados definidos: 0 ou 1, ou seja, ligado ou desligado. Quando oito bits se juntam, temos um byte – que, somados, viram megabytes, gigabytes. Suas fotos, músicas e documentos são cadeias de zeros e uns, segmentadas em seu computador.
Já a computação quântica funciona a partir de um tipo diferente de lógica, utilizando as regras da mecânica quântica para operar. Os bits quânticos, chamados de qubits, são diferentes de seus primos mais tradicionais porque não têm dois estados. Eles podem ter múltiplos estados: eles podem ser 0 ou 1, 0 menos 1, 0 mais 1, ou até 0 e 1 – tudo ao mesmo tempo. Essa possibilidade de múltiplos estados simultâneos abre uma enorme possibilidade para as operações computacionais, pois pode realizar atividades em velocidades muito maiores que em um computador convencional.
Este paradoxo de correlações entre sistemas é a chave para isso. Boris Blinov, professor da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, utiliza um experimento realizado nos anos 30, conhecido como “o gato de Schrödinger” para explicar a situação. Basicamente, o experimento afirma que, se um gato está em uma caixa fechada, e gás venenoso é liberado a um momento aleatório, não se pode saber se o gato está vivo ou morto até que se abra a caixa – ele se encontra nos dois estados.
Já se o experimento é realizado com duas caixas ligadas uma à outra, e uma caixa é aberta e o gato está vivo, pode-se saber que o outro gato também está, mesmo sem abrir a caixa. Algorimos quânticos funcionam mais ou menos assim: mudando uma parte do sistema, o resto responde de acordo com o primeiro, sem mudar o resto da operação. Por isso, o computador quântico pode processar informações em paralelo.
Ok, e isso serve para quê? Em resumo, operações que poderiam demorar anos para ser realizadas em um computador comum podem ser feitas em poucos segundos em um computador quântico. Além disso, o computador também pode ter muito usos científicos.
A próxima pergunta é: se a computação quântica é tudo isso, por que já não usamos isso? Simples: atualmente, essa imprevisibilidade dos qubits torna a computação quântica frágil, já que os estados quânticos não são muito definidos. Eles utilizam íos, e não elétrons, então, se você acha que o seu processador superaquece, nem pense em chegar perto de um processador quântico.
Jonathan Home, do Insituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos, afirma que a maior parte dos esforços da atual computação quântica são para corrigir erros. Home e sua equipe estão desenvolvendo um computador que utiliza íons de berílio para transmitir informações de um priocessador para o outro, utilizando íons de magnésio para impedir o superaquecimento da máquina. A equipe atualmente ainda trabalha com um par de átomos, mas Home diz que em cinco anos devem estar trabalhando com algumas dezenas de qubits.
Parece pouco, mas essas dezenas de qubits podem realizar algumas operações computacionais mais simples, como desenvolver o “corpo” de um iPod, ou outras atividades. Eles são o futuro, só não espere ter um computador quântico na sua mesa tão cedo
Fonte: hypescience

Cientistas dão passos críticos para construir o primeiro computador quântico prático

ibm computacao quantica
Cientistas da IBM fizeram avanços importantes para a construção de um computador quântico prático. Pela primeira vez, eles conseguiram detectar e medir os dois tipos de erros quânticos possíveis simultaneamente.
Esse passo é essencial para finalmente termos um computador mais avançado do que os atuais. O primeiro computador quântico poderia ser construído com apenas 50 bits quânticos (qubits) e ainda assim nenhuma combinação de supercomputadores de hoje o superariam.

O novo circuito

Os dois tipos de erros quânticos são bit-flip e phase-flip. Eles ocorrem em qualquer computador quântico real. Até agora, só era possível resolver um tipo de erro ou outro, mas nunca os dois ao mesmo tempo.
O novo e complexo circuito de bits da IBM, com base em uma rede quadrada de quatro qubits supercondutores num chip quadrado de cerca de 60 centímetros, permite que ambos os tipos sejam detectados simultaneamente.
Ao optar por um design quadrado em vez de uma matriz linear, o projeto da IBM mostra o melhor potencial para escalar a tecnologia, adicionando mais qubits para se chegar a um sistema quântico funcional.

Detecção de erros

Um dos grandes desafios da computação quântica é controlar ou remover a decoerência quântica – a criação de erros nos cálculos causados pela interferência de fatores como calor, radiação eletromagnética e defeitos de material. Esses erros são especialmente agudos em máquinas quânticas, uma vez que a informação quântica é muito frágil.
A peça mais básica de informação que um computador típico entende é o bit, que pode ter apenas dois valores: “1” ou “0”. Já um bit quântico (qubit) pode conter um valor de 1 ou 0, bem como os dois valores ao mesmo tempo. Isso se chama superposição e é designado como “0 + 1″.
Este estabelecimento de superposição é o que permite que os computadores quânticos escolham a solução correta entre milhões de possibilidades em um tempo muito mais rápido do que um computador convencional.
No entanto, dois tipos de erros podem ocorrer em tal estado de superposição. Um é chamado de bit-flip, que simplesmente inverte um 0 em 1 e vice-versa. Trabalhos anteriores já haviam mostrado como detectá-los em qubits. No entanto, faltava resolver os phase-flip. Esse erro inverte o sinal (+) da relação de fase entre 0 e 1.

O avanço

Todas as tecnologias qubits existentes são frágeis porque perdem a sua informação ao interagir com a matéria e radiação eletromagnética. Os pesquisadores têm encontrado formas de preservar essa informação muito mais tempo pela difusão dos dados através de muitos qubits físicos. “Código de superfície” é o nome técnico de um esquema de correção de erro que espalha informação quântica através de muitos qubits.
A equipe da IBM usou uma variedade de técnicas para testar os aspectos da informação quântica armazenada em qubits. Especificamente, conseguiram usar duas medições para revelar se ocorreu um erro de bit-flip ou de phase-flip a qualquer um dos qubits. Determinar a informação quântica conjunta nos qubits é um passo essencial para a correção de erro quântico sem destruir a informação contida dentro deles.
Como estes qubits podem ser projetados e fabricados com técnicas de silício padrão, a IBM antecipa que uma vez que vários qubits supercondutores sejam fabricados de forma confiável repetidamente e controlados com baixas taxas de erro, não haverá nenhum obstáculo fundamental para essa tecnologia quântica.

Aplicações

Embora computadores quânticos tenham sido tradicionalmente explorados para a criptografia, uma outra área interessante é o potencial de sistemas quânticos práticos de resolver problemas da física e da química que são insolúveis hoje.
Isso poderia permitir aos cientistas criar novos materiais, compostos e medicamentos sem experiências de tentativa e erro caras em laboratório, potencialmente aumentado a taxa e ritmo de inovação em muitos setores. 
Fonte: hypescience

Ex-sindicalista - Carvalho da Silva mantém 'entreaberta' porta para Belém

O antigo líder da CGTP não confirma se entra na corrida a Belém. Nesta altura, mantém apenas que está em processo de auscultação para perceber se avança ou não para as presidenciais do próximo ano.
POLÍTICA
Carvalho da Silva mantém 'entreaberta' porta para Belém
Em declarações ao Diário de Notícias, Carvalho da Silva refere que sobre o tema presidenciais nada tem a dizer, até porque ainda não pensou, apesar das várias candidaturas que têm sido tornadas públicas.
Por enquanto, o antigo líder da CGTP mantém que esta a avaliar vários cenários, mantendo a posição já tornada pública em entrevista à Renascença, mas também à Antena 1.
"A construção de uma candidatura é obrigatoriamente um processo coletivo. Neste momento não sou candidato", disse, em abril passado, referindo ainda que “há muita poeira no ar. É preciso muita clarificação. É preciso muita identificação de fatores diversos", lembra hoje em declarações ao DN.
Fonte: NM

António Monteiro "Estamos a fazer tudo para reduzir impacto para passageiros"

Porta-voz da empresa garante que tudo está a ser feito para atenuar o efeito da greve. Pede também para que os passageiros não saiam de casa sem saber se vão ter voo ou não.
ECONOMIA
Estamos a fazer tudo para reduzir impacto para passageiros
A TAP ainda não sabe quantos pilotos vão parar durante a greve anunciada para amanhã e até 10 de maio.
Em declarações à SIC Notícias, António Monteiro, porta-voz da companhia aérea, diz que “verdadeiramente, só na hora da apresentação” é que se saberá se cada piloto vai aderir ou não, o que dificulta a criação de um plano para os dias de protesto.
O representante da TAP reconhece que “sendo uma greve de dez dias, penaliza especialmente os passageiros”, uma vez que “à medida que a greve vai avançando, a situação vai ficando cada vez pior, porque os passageiros que não voam vão-se acumulando, podendo chegar a criar uma situação dramática”.
António Monteiro pede a quem já comprou bilhetes para estar atento às comunicações da empresa nas redes sociais e não se deslocar para os aeroportos sem ter a certeza de que o voo vai ser realizado.
Por último, o porta-voz da aérea nacional deixa uma garantia: “Estamos a fazer tudo aquilo que é possível para minimizar o impacto para os passageiros”.
Fonte: NM

Nuno Sá - PS 'felicita' Governo por empobrecimento

O deputado do PS Nuno Sá escusou-se hoje a dar os parabéns ao Governo pela baixa no desemprego, afirmando que só pode felicitar o executivo quem tenha uma "agenda ideológica de empobrecimento para Portugal".
POLÍTICA
PS 'felicita' Governo por empobrecimento
No debate parlamentar de urgência solicitado pelos socialistas sobre "situação laboral, emprego e desemprego", o ministro da Solidariedade, Trabalho e da Segurança Social, Mota Soares, questionou a bancada "rosa" sobre como pretende compensar o decréscimo na Taxa Social Única (TSU) de trabalhadores e empresas, previsto no seu cenário macroeconómico, que equivaleria a "14 mil milhões de euros".
"O primeiro-ministro põe-se em bicos de pés por uma variação curta e decimal da imensidão do desemprego e o PSD acha que merece os parabéns pelo que fizeram?", questionou o parlamentar do PS, com a intuição de se tratar de "total alheamento da realidade" e admitindo que só "poderão ter os parabéns daqueles que sempre quiseram uma agenda ideológica de empobrecimento para Portugal".
O deputado do PSD Adão Silva tinha pedido na quarta-feira ao PS para dar os parabéns aa executivo, portugueses e empresas pela redução do desemprego divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística.
Para Nuno Sá, "nunca os portugueses estiveram tão pobres em democracia e a responsabilidade política tem marca - PSD e CDS - e rostos - Passos Coelho e Paulo Portas".
O deputado socialista deu mesmo o exemplo da filha do 'herói de Abril', Salgueiro Maia, que se disse forçada a emigrar devido às políticas do atual Governo, mas foi depois contrariado pelo social-democrata Adão Silva, que referiu que a data da partida para o estrangeiro daquela cidadão verificou-se ainda durante a governação do PS.
Referindo-se à hipótese colocada pelos socialistas de baixar a TSU em oito pontos percentuais (empregadores e empregados), o ministro Mota Soares alertou que "não se pode utilizar a verba do sistema previdencial para fazer promessas políticas", dizendo que "a Segurança Social perderia 14 mil milhões de euros".Já
"Este governo tem zelado pela sustentabilidade do sistema, que corresponde a 4.500 milhões de euros do Orçamento do Estado", afirmou.
O responsável democrata-cristão pela tutela perguntou: "Como iriam ser pagas as pensões, os subsídios de desemprego ou de doença?", disse, alertando que o sistema de proteção social estaria em risco.
O tribuno socialista lembrou que sexta-feira se comemora o Dia Internacional do Trabalhador e que "os números, mas, sobretudo, a vida concreta das pessoas" indicam que "o mundo laboral em Portugal tem sido constantemente fustigado pelas opções políticas do PSD e do CDS-PP.
"Neste 1.º de Maio, a situação é muito pior por causa da governação de Passos Coelho e Paulo Portas", disse Nuno Sá, referindo uma "taxa de desemprego real nos 21%, mais de um milhão de desempregados" e um Governo que, "no final do seu ciclo político, sempre apoiado por PSD e CDS, falhou com 340.000 empregos que tinha garantido aos portugueses, "41% dos quais, em 2014, não ganharam sequer o correspondente à média anual do salário mínimo nacional".
Fonte: NM

Futebol - "Trabalhar no Brasil é uma ambição", reitera Villas-Boas

O treinador do Zenit chegou a ser falado para o São Paulo e explicou que o seu interesse em trabalhar no Brasil se prende com o facto de poder moldar jogadores ainda no seu estado bruto.
DESPORTO
Trabalhar no Brasil é uma ambição, reitera Villas-Boas
André Villas-Boas, treinador que em Portugal treinou com sucesso o FC Porto, voltou a manifestar o seu interesse em treinar uma formação brasileira, tendo até sido apontado ao São Paulo, após a saída de Muricy Ramalho.
"Não houve nada [proposta do São Paulo]. E também não posso neste momento porque estou concentrado no Zenit. Trabalhar no Brasil é uma ambição que tenho porque seria trabalhar com o talento. Poderia levar os conceitos europeus de treinos. Sei que passaram outros europeus pelo futebol brasileiro, mas é uma ambição que tenho", disse em declarações ao site UOL Esporte.
Recorde-se que, o atual treinador dos russos do Zenit já havia confirmado uma proposta do São Paulo, feita em 2012, altura em que preferiu mudar-se para o Tottenham, de Inglaterra.
"Conversamos [com o São Paulo], mas realmente apareceu a proposta [do Tottenham] e não aconteceu. Identifico-me com o São Paulo porque foi o primeiro clube no Brasil a conversar comigo. Tenho respeito pelo Adalberto e pelo senhor Juvenal. Sou profissional e não me fecho para nada. Não se sabe o dia amanhã e não é impossível trabalhar em breve no Brasil. Vai depender do projeto e das pessoas", afirmou, à data, ao site Lance.
Fonte: NM

Obra Diocesana - Buscas à diocese do Porto envolvem alegada burla tributária

As buscas da Polícia Judiciária (PJ) na Obra Diocesana de Promoção Social do Porto decorreram no âmbito de um inquérito que investiga a prática de crime de burla tributária à Segurança Social, informou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
PAÍS
Buscas à diocese do Porto envolvem alegada burla tributária
Em resposta a questões formuladas pela agência Lusa, a PGR acrescentou que o inquérito corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto e que a investigação é dirigida pelo Ministério Público e coadjuvada pela PJ.
"Está em causa a eventual prática do crime de burla tributária à segurança social", adiantou a PGR, sublinhando que o inquérito está em segredo de justiça.
Uma fonte da PJ disse à agência Lusa, sem detalhar, que decorreram também buscas noutros locais da cidade, incluindo em residências de dirigentes da Obra Diocesana.
"Trata-se de uma operação de buscas realizada na sede [da instituição] num processo que corre termos no DIAP do Porto e que está em segredo de justiça", disse um coordenador da PJ, que sublinhou estar mandatado para proferir apenas essa curta declaração.
Segundo avançou hoje a TVI24, a operação surge na sequência de suspeitas de fraude à Segurança Social e para além da Polícia Judiciária estão no terreno também elementos da Inspeção da Segurança Social.
Contactado pela agência Lusa, o padre Lino Maia, assistente Eclesiástico da Obra Diocesana de Promoção Social -- que é presidida por Américo Ribeiro -- afirmou desconhecer a presença da PJ no local, mas referiu que "há uns tempos" houve uma inspeção da Segurança Social por "eventuais irregularidades na Obra Diocesana".
Na quarta-feira, a Obra Diocesana de Promoção Social foi distinguida com o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
A Obra Diocesana de Promoção Social (ODPS), fundada em 1964, é uma instituição particular de solidariedade social.
A agência Lusa tentou contactar Américo Ribeiro, não tendo tido sucesso até ao momento.
Fonte: NM

DGP - Coleção numismática do Novo Banco poderá ser tesouro nacional

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu um processo de classificação como tesouro nacional da Coleção Numismática Carlos Marques da Costa, na posse do Novo Banco, o mais importante e valioso conjunto existente em Portugal.
PAÍS
Coleção numismática do Novo Banco poderá ser tesouro nacional
O anúncio de abertura do processo de classificação deste acervo, "cuja proteção e valorização representam valor cultural de significado para a Nação", foi publicado na quarta-feira, em Diário da República (DR).
A abertura do processo determina que o conjunto "não pode ser objeto de desmembramento ou dispersão e fica abrangido pelas demais disposições legais", constantes na Lei de Bases do Património Cultural, nomeadamente o impedimento de sair do país.
Esta coleção é composta por 16.575 exemplares, e acompanha a emissão de moeda ao longo de 2.000 anos, desde a Antiguidade, antes da fundação da nacionalidade, e da História de Portugal, e integra ainda peças de antigas colónias portuguesas, nomeadamente do Brasil, da Índia, Moçambique e Angola.
Contactada pela agência Lusa, fonte da DGPC indicou que o processo foi aberto para um bem "coletivo de interesse nacional, que é o mesmo que classificação de tesouro nacional", o nível máximo de proteção de património nacional.
"Pode-se acompanhar toda a História de Portugal através das moedas desta coleção única e extraordinária", disse a mesma fonte, acrescentando que os técnicos da DGPC vão iniciar a avaliação de um processo que tem o prazo de um ano para ficar concluído, e ser publicado em DR.
No entanto, a partir do momento em que se encontra em vias de classificação, a coleção fica legalmente protegida, não podendo sair para o estrangeiro, mas a venda continua a ser possível desde que se mantenha no país e não se disperse ou divida o conjunto, como determina o anúncio publicado em DR.
De acordo com o Fórum de Numismática, a coleção foi reunida ao longo de quatro décadas pelo empresário e colecionador Carlos Marques da Costa - natural de Lisboa e falecido em 2011 - "um apaixonado pela numismática".
A coleção - que pertence ao Novo Banco, entidade financeira em processo de venda - inclui raridades, como "o Português", que Carlos Marques da Costa definiu como uma "moeda ímpar na numária portuguesa, pelo seu significado político, económico e propagandístico".
Durante cerca de 70 anos foi a moeda de ouro mais pesada cunhada por um país europeu, sublinha o Fórum Numismática.
A Lusa tentou contactar um responsável do Novo Banco sobre a abertura do processo de classificação, mas, até ao momento, não obteve uma resposta.
Fonte: NM

EUA - Nova droga sintética 'põe' quem a toma a correr nu pelas ruas

É na Florida, nos Estados Unidos, que uma nova droga sintética batizada com o nome 'flakka' mais se tem popularizado.
MUNDO
Nova droga sintética 'põe' quem a toma a correr nu pelas ruas
Alucinações, paranoia, episódios de violência mas também cenas caricatas que envolvem gente a correr nua pelas ruas estão a tornar-se a imagem de uma marca de uma nova droga sintética, particularmente barata, que se tem popularizado na Florida, Estados Unidos.
Esta quinta-feira, a Associated Press dava conta da história de um homem que saiu a correr nu pela rua fora, acreditando que era o deus nórdico Thor, e terá sido detido numa altura em que tentava ter relações sexuais… com uma árvore. Um outro consumidor acabou a correr nu por uma rua movimentada, julgando estar a ser perseguido por cães.
Conta a revista Time que a 'flakka', como se chama esta droga sintética, em termos de aspeto parece-se com simples sais de banho e geralmente é fumado com recurso a cigarros eletrónicos.
Os episódios de nudez estarão relacionados com um dos efeitos secundários provocados por esta droga: o aumento da temperatura corporal, que pode chegar até aos 41 graus, segundo as autoridades norte-americanas, algo que faz com que quem a toma, por entre a perda de lucidez, acabe por ‘escolher’ despir-se.
A droga é tomada como estimulante mas, a par do que se verifica com algumas outras drogas sintéticas, pode provocar alucinações, ataques de paranoia e até episódios de violência.
À Time, Don Maines, clínico que apoia toxicodependentes, revela o que um dos seus pacientes lhe explicou sobre a droga: “É insanidade por cinco dólares (4,5 euros). As pessoas querem experimentar na mesma porque é tão barata”, conta.
Fonte: NM

Fado Artur Batalha é homenageado nos 50 anos de carreira

O fadista Artur Batalha, com 50 anos de carreira, é homenageado no próximo domingo, na Voz do Operário, em Lisboa, numa iniciativa da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior (JFSMM).
CULTURA
Artur Batalha é homenageado nos 50 anos de carreira
"A JFSMM deliberou organizar anualmente uma Festa de Homenagem a um ou uma fadista de um dos cinco bairros da freguesia (Alfama, Mouraria, Castelo, Baixa e Chiado), começando este ano com Artur Batalha, pelos seus 50 anos de fado", disse à Lusa fonte do executivo autárquico.
O espetáculo, no domingo, às 15:00, na Voz do Operário, à Graça, conta com a participação, entre outros, de António Rocha, Ana Sofia Varela, Ana Marta, Filipa Cardoso, Ana Maurício, Luís de Matos, Miguel Ramos e Joana Veiga.
O cartaz da homenagem ‘Artur Batalha -- Príncipe do Fado’ completa-se com Nuno da Câmara Pereira, Conceição Ribeiro, José Tereso, Lena Silva, Lino Ramos, Tóia de Oliveira, Vera Monteiro, Jaime Dias, Jessica Crispim e Victor Miranda.
Todos os fadistas são acompanhados pelos músicos Paulo Valentim e Sérgio Costa, na guitarra portuguesa, e Bruno Costa e Ivan Cardoso, na viola.
‘Sete espadas, sete ventos’, ‘Hoje morreu um poeta’, ‘Tempos de criança’, ‘Tive um coração, perdi-o’ são alguns dos sucessos de Artur Henrique dos Santos Batalha, de 64 anos, que cantou em público pela primeira vez aos nove anos, como recordou numa entrevista à Lusa.
Artur Batalha iniciou carreira aos 14 anos, na Taverna do Embuçado, uma casa de fados em Alfama, que era dirigida pelo fadista João Ferreira-Rosa. Em 1971, venceu a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa,
Recentemente, participou no álbum de Mariza ‘Fado tradicional’, com quem interpretou ‘Promete, jura’.
Do repertório de Artur Batalha fazem também parte, entre outros fados, ‘Foi ontem’, ‘A cruz que te dei’, ‘Sinas trocadas’, ‘Sonho tropical’, ‘Mundo de inverno’, ‘Cigana dos sonhos meus’, ‘Meu irmão fora de lei’.
Segundo o Museu do Fado, Artur Batalha é "um dos mais aclamados intérpretes do fado castiço".
Em 2008, na Grande Noite do Fado, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, "pôs ao rubro os fãs", segundo o Portal do Fado. Em 2013, participou no espetáculo ‘Fado Antigo’, no Centro Cultural de Belém, de Lisboa, com Maria da Fé, Beatriz da Conceição e Vicente da Câmara, no âmbito do projeto ‘Há fado no cais’.
Segundo a associação Mural Sonoro, que registou o testemunho de Artur Batalha, este "é uma figura referencial do fado mais 'castiço' e popular na cidade de Lisboa, a par de outros nomes, como Fernanda Maria, Beatriz da Conceição ou, entre outros, Argentina Santos e os já falecidos Alfredo Marceneiro e Fernando Maurício.
Fonte: NM

Redes Sociais - Twitter perdeu 7,15 mil milhões devido a um tweet

Rede social foi penalizada por ‘fuga’ de informação. Resultado foi uma queda de 25% no valor em bolsa.
TECH
Twitter perdeu 7,15 mil milhões devido a um tweet
Um tweet publicado de forma acidental valeu um prejuízo superior a 7,15 mil milhões de euros ao Twitter.
Tudo aconteceu graças a um erro do NASDAQ. A bolsa tecnológica de Nova Iorque recebeu o relatório de resultados da rede social, mas ao invés de o publicar apenas no dia seguinte, com a respetiva explicação, o NASDAQ partilhou o documento na sua página de Twitter.
O relatório foi descoberto por uma consultora e antes do fecho do mercado, os investidores reagiram de forma negativa aos lucros abaixo do esperado, provocando uma queda de 25% na valorização em bolsa da rede social. 
Fonte: NM

Grégory Mertens Futebolista belga não resiste a ataque cardíaco

Grégory Mertens atuava no Lokeren, na Bélgica, e encontrava-se em coma desde segunda-feira.
DESPORTO
Futebolista belga não resiste a ataque cardíaco
O futebolista belga que sofreu uma paragem cardíaca em campo não sobreviveu.
Grégory Mertens tinha 24 anos e defendia as cores do Lokeren quando caiu inanimado numa partida frente ao Genk.
A informação é adiantada pelo britânico Mirror, que acrescenta que o clube onde o defesa atuava já enviou, através do Twitter, as condolências em nome do clube à família e amigos.
Grégory Mertens encontrava-se em coma desde segunda-feira e o seu prognóstico era considerado muito reservado. A equipa médica que o socorreu ainda em campo esteve cerca de meia hora a tentar reanimá-lo.
O jogador foi depois levado para o hospital, onde esteve internado nos últimos dias. Grégory Mertens acabou por falecer já esta quinta-feira.
Fonte; NM

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Os 10 lugares mais estranhos onde algumas pessoas realmente viveram

Seja por uma questão de sobrevivência, de circunstâncias infelizes ou apenas porque o sujeito era realmente muito louco, algumas pessoas não vivem exatamente como o resto de nós, e fogem muito do padrão no que diz respeito a moradia. Confira a história de 10 pessoas que fizeram de lugares realmente inusitados – como uma caverna ou um ônibus escolar – seus lares.

10. No closet de um estranho

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Um homem de 57 anos, habitante da cidade de Fukuoka (Japão), ficou confuso ao perceber que seu estoque de alimentos vivia desaparecendo de sua cozinha. Ele montou uma câmera de vigilância para lhe enviar fotos para o celular quando o intruso invadisse seu apartamento.
Quando a polícia chegou à residência, porém, eles descobriram a realidade: ninguém entrava na casa… porque o ladrão de comida simplesmente já morava lá. A mulher, Tatsuka Horikawa, de 58 anos, vivia escondida no compartimento superior de um closet da residência.
Ela contou que levou um colchão para o local e até mesmo tomava banho na casa enquanto o dono estava fora. A mulher disse que não tinha outro lugar para viver e que tinha entrado pela primeira vez na residência um ano antes, na ocasião em que o proprietário havia deixado a porta destrancada. Foi acusada de invasão de domicílio.

9. Com um cadáver

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Uma mulher no estado de Michigan (EUA) viveu com o cadáver de seu companheiro de quarto durante um ano e meio. Charles Zigler tinha 67 anos e sofria de enfisema quando faleceu. Em vez de comunicar sua morte às autoridade, sua amiga de 72 anos de idade, Linda Chase, com quem ele viveu por 10 anos, simplesmente deixou o corpo sentado em uma cadeira na frente da televisão.
Ela manteve o cadáver limpo e vestido e até mesmo conversava com os restos mortais mumificados de Zigler enquanto assistia a corridas de carros na TV. Chase foi investigada por fraude contra a segurança social por continuar a descontar os cheques da aposentaria de Zigler depois de sua morte, mas esse não parece ter sido o motivo para manter o cadáver de seu amigo em casa.
Quando questionaram por que ela tinha feito tal coisa, Chase respondeu: “Eu não quero ficar sozinha. Ele foi o único cara que sempre foi legal comigo”.

8. Em um shopping center

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Em 2003, Michael Townsend e vários de seus amigos artistas tomaram posse de um espaço não utilizado em um shopping center no estado de Rhode Island (EUA). Eles conseguiram levar para lá duas toneladas de materiais de construção sem ninguém perceber, para criar um apartamento para eles, que ficava escondido da vista de quem passasse por ali graças a um muro de concreto.
Os quartos tinham energia elétrica e foram totalmente mobiliados – embora os ocupantes tivessem que usar os banheiros shopping. O grupo foi capaz de passar despercebido – vivendo no espaço por até três semanas de cada vez – durante mais de quatro anos no total.
Townsend tinha planos para melhorar o espaço, mas o grupo chegou em “casa” um dia e foi recebido por seguranças. Townsend disse que foi inspirado por uma propaganda que dizia como seria bom viver no shopping. Ele afirmou que o apartamento era um projeto de arte, e seu objetivo era o de “compreender o shopping e a vida como um cliente”.
A desculpa não colou, e ele foi condenado a seis meses em liberdade condicional depois de se declarar culpado por invasão criminosa.

7. Em uma caverna

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Um homem de 56 anos de idade, no Novo México (EUA), foi encontrado vivendo em uma caverna numa propriedade que pertencia ao Departamento de Energia do país. A morada improvisada de Roy Moore era equipada com uma cama, porta da frente, fogão a lenha, painéis solares e rádio que funcionava por satélite.
Ele conseguiu morar durante quatro anos na caverna sem ser detectado. Entretanto, a fumaça do fogão eventualmente chamou a atenção das autoridades, que também descobriram plantas de maconha na propriedade. Moore e seus pertences foram retirados e ele foi acusado por delitos de drogas.

6. No sótão da ex-namorada

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Quando uma mulher da Carolina do Sul (EUA) ouviu barulhos vindos de seu sótão e percebeu que pedaços de unhas começaram a cair do teto, ela teve a sensação de que “algo não está certo” – muito perspicaz. Quando seus filhos foram investigar o que estava acontecendo, descobriram que o ex-namorado da mãe dormia no sótão da casa, perto do aquecedor central, no meio de um amontoado de casacos velhos.
Ele tinha sido libertado da prisão duas semanas antes e estava vivendo no sótão desde então. Não apenas a mulher não tinha conhecimento de que ele havia sido liberado da penitenciária, como também o relacionamento do casal havia terminado já havia 12 anos.
Para aumentar o fator “bizarrice”, diversos copos de uma rede de fast-food cheios de dejetos humanos foram encontrados nas proximidades. O homem tinha também alterado a estrutura das aberturas no teto para que pudesse espiar o quarto de sua ex-namorada.

5. Na floresta

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Uma menina cambojana de oito anos de idade, que desapareceu com a irmã enquanto cuidava dos búfalos da família, foi encontrada 19 anos depois vivendo na natureza selvagem. Um morador viu Roshom P’ngieng surgir nua da selva e tentar roubar seu arroz. Ele a descreveu como “metade animal e metade humana”. Segundo a polícia, ela não conseguia formular nenhuma fala inteligível. O morador e seus amigos chamaram a moça, cujo pai a identificou devido às cicatrizes em seus braços.
As tentativas de reintegrar a mulher ao convívio com os outros humanos fracassaram. Ela se mostrou incapaz de aprender o idioma local, preferia rastejar em vez de andar e se recusava a vestir roupas, e eventualmente acabou fugindo de volta para a floresta. Alguns envolvidos no caso são céticos sobre a mulher ser realmente Roshom P’ngieng. Muitos acreditam que seja improvável uma menina de oito anos de idade tenha sido capaz de sobreviver a condições tão adversas por conta própria. Para completar, o pai se recusa a realizar o teste de DNA.

4. Em um mini apartamento de 1,5 m²

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Um homem de 50 anos de idade foi encontrado em Paris (França) vivendo em uma pequena sala com um teto inclinado, que tinha apenas 1,5 m² de espaço habitável. Mal era possível ficar de pé, e o homem tinha vivido lá por 15 anos. Ele ainda pagava um aluguel astronômico para morar no lugar ridiculamente minúsculo: 340 euros por mês (cerca de R$ 1.050).
Quando perguntaram como ele lidou com as acomodações limitadas durante esses anos todos, ele disse a uma rádio francesa: “Eu chego em casa e logo vou para a cama”. Após a descoberta do mini apartamento, o dono do local se encontrou em apuros, pois, de acordo com a lei francesa, todos os apartamentos em Paris precisam ter pelo menos 9 m² e devem incluir um chuveiro.

3. Em túneis subterrâneos

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Enquanto investigava furtos de cobre em um moinho de grãos nas proximidades, a polícia de Kansas City, no estado de Missouri (EUA), descobriu um caminho elaborado de túneis subterrâneos, onde algumas das pessoas sem-teto da cidade haviam fixado residência. Os túneis foram escavados em uma área arborizada e eram ventilados por meio de um tubo de PVC. As entradas foram disfarçadas por pilhas de entulhos.
Um túnel possuía 7,50 m de profundidade e levava a um quarto com camas e velas para a iluminação. Uma pilha de fraldas nas proximidades causou preocupação das autoridades de que houvesse crianças vivendo lá. Os túneis foram esvaziados e desativados porque as condições de vida eram inseguras. O incidente acabou provocando um grande debate sobre a situação dos sem-teto da cidade.

2. Em um ônibus escolar abandonado

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Uma funcionária dos correios no Texas (EUA) ficou preocupada ao observar repetidas vezes duas crianças desacompanhadas em sua rota e entrou em contato com o órgão local responsável pelo bem-estar de crianças. As autoridades descobriram que a menina e o menino, com idades entre 5 e 11 anos, estavam vivendo sozinhos em um ônibus escolar abandonado em um estacionamento lotado de pilhas de lixo.
Os pais das crianças estavam na prisão por participar de uma conspiração para roubar dinheiro de vítimas do furacão Ike – o terceiro furacão mais destrutivo de toda a história a atingir os Estados Unidos, que devastou parte do país em 2008. O ônibus tinha energia elétrica, água encanada, ar-condicionado e banheiro, mas não havia ninguém para supervisionar as crianças, de forma que elas estavam lá, essencialmente, por conta própria.
A tia que deveria cuidar dos dois trabalhava em turnos de 12 horas e quase nunca tinha folga, deixando as crianças sem supervisão alguma. Elas não estavam matriculadas na escola, tinham pouca comida e estavam sujas. Foram levadas em custódia pelo serviço de assistência social da criança. Uma vez libertados da prisão, os pais recuperaram a guarda dos filhos e prometeram trabalhar duro para melhorar as condições de vida no ônibus.

1. Sem contato nenhum com o resto do mundo

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Em 1978, uma equipe de geólogos ficaram se surpreendeu ao descobrir uma família de seis pessoas vivendo em uma montanha na Sibéria (Rússia), a 250 quilômetros da civilização mais próxima. A família Lykov havia fugido de sua cidade natal devido a perseguição religiosa no ano de 1936 e passou a viver na natureza… e assim ficou durante as décadas seguintes.
Os dois filhos mais novos nunca tinham visto um ser humano que não fosse um membro de sua própria família, mas estavam cientes da existência de outras pessoas no mundo. A língua falada havia sido distorcida devido ao isolamento e as crianças nunca tinham visto um pão.
Morando todos em um único espaço, a família sobreviveu graças a uma dieta de batatas, centeio e sementes de cânhamo (das plantas Cannabis). Eles nunca tinham comido carne até o final dos anos 1950, quando o menino mais novo aprendeu sozinho a fazer armadilhas para caçar os animais da região.
Os sapatos deles foram feitos de casca de árvore e os seus materiais de leitura consistiam apenas em livros de oração e um exemplar da Bíblia. Em 1961, o tempo excepcionalmente frio destruiu as plantações da família, obrigando-os a se alimentarem de cascas das árvores e do couro de sapatos. A mãe, Akulina, morreu de fome durante este tempo, certificando-se de que seus filhos tinham o suficiente para comer.
Depois que sua existência foi descoberta, os Lykovs permaneceram morando nas montanhas, tendo aceitado apenas alguns itens úteis para a sobrevivência. Três anos mais tarde, três das crianças morreram em um intervalo de dias umas das outras. O pai, Karp Osipovich Lykov, faleceu em 1988, aos 87 anos de idade, deixando Agafia (a única filha remanescente) sozinha na montanha. Hoje em dia, ela continua morando, sozinha, no mesmo local onde sua família viveu desde a década de 1930. Agafia completou 69 anos em 2013.
A história da família Lykov foi contada pelo jornalista Vasily Peskov, em seu livro “Perdidos na Taiga: a Batalha de 50 Anos de uma Família Russa pela Sobrevivência e pela Liberdade Religiosa no Deserto da Sibéria” (em tradução livre), de 1994. O documentário “Far Out: a Vida de Agafia na Taiga” foi lançado este ano e conta a história da única remanescente da família.
Fonte: hypescience

10 comidas estranhas consumidas ao longo dos séculos

A epidemia da obesidade já deixou claro o que as pessoas da nossa época gostam de comer. Mas nem sempre as escolhas foram assim tão abundantes – apesar da cultura alimentar sempre ter sido diversificada.
Confira dez comidas estranhas que as pessoas já experimentaram ao longo dos séculos:

10. Geleia de bexiga de peixe

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Os vitorianos são famosos por várias de suas contribuições ao mundo, como pianos de cauda, avanços no encanamento e dramas literários sobre as pessoas sendo deserdadas da sociedade. Mas nem todas as suas invenções são conhecidas, como é o caso da geleia de bexiga do peixe esturjão.
O processo envolvia o isolamento de uma substância chamada cola de peixe a partir da bexiga do animal. Era originalmente um ingrediente para fabricar – você acertou – cola, mas ganhou popularidade na Inglaterra como um produto alimentício no final do século 18. Até hoje, a geleia ainda é usada para fazer algumas cervejas e vinhos, incluindo cerveja Guinness. Para fazer geleias açucaradas, os vitorianos filtravam a cola de peixe com água, açúcar, suco de limão e frutas. Dava muito trabalho, mas tem gente que faz muito mais que isso para conseguir um docinho.

9. Muktuk

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Para as pessoas que vivem no Ártico, o oceano é a maior fonte de alimentos. Tradicionalmente, as pessoas comecem muito peixe, incluindo baleias e focas. O muktuk é um prato que consiste de pele de baleia ainda com sua camada de gordura.
A pele da baleia-da-groenlândia é considerada a mais gostosa, ao lado do narval e da baleia-branca. O muktuk pode ser consumido de muitas maneiras diferentes: salgado, doce, frito ou em conserva. O sabor da gordura de baleia é descrito como sendo parecido com noz, com a pele sendo borrachuda.
Muktuk contém uma grande quantidade de vitamina C, que evita doenças como o escorbuto. Muitas culturas do Ártico têm suas próprias tradições para consumir o prato, como os aborígenes da Groelândia, os canadenses, os siberianos e os povos do Alasca. No entanto, nos últimos anos, a comida não tem sido tão consumida por causa da mudança nos gostos das novas gerações e das preocupações com toxinas no oceano.

8. Torta de vinagre

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Ninguém sabe exatamente quem foi o primeiro a fazer uma torta com sabor de vinagre, ou onde, mas essa receita remonta pelo menos a meados de 1800. Talvez, o vinagre de maçã passou a ser usado como condimento porque era mais barato do que fruta ou suco de limão. Nos EUA, a torta de vinagre é apelidada de “torta de limão do pobre”.
Os americanos gostam muito e apresentam uma enorme variedade de tortas doces e salgadas. Durante a Grande Depressão, as pessoas misturavam bolachas e suco de limão para fazer um recheio com gosto de maçã. Nos últimos anos, a torta de vinagre tem experimentado uma renovada popularidade, com alguns restaurantes servindo versões gourmet com vinagres balsâmicos.

7. Salada de gelatina

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Em 1950, a mania de alimentos prontos tornou a salada de gelatina popular nos EUA. Revistas publicavam receitas de saladas “congeladas”, com ingredientes como camarão, couve-nabo, carnes e legumes.
Alimentos em pó e enlatados estavam fazendo importantes avanços tecnológicos. Pela primeira vez, as pessoas tinham misturas para alimentos que tinham sempre que ser feitos a partir do zero. A salada de gelatina foi vista como uma maneira nova e empolgante de comer vegetais e legumes. Por outro lado, estava claro que um produto como esse tinha seus dias contados. A empresa Jell-O chegou a lançar gelatinas com misturas de tomate e pepino, que obviamente não duraram muito tempo no mercado.

6. Arganaz recheado

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O arganaz é um roedor que parece um pequeno hamster sonolento. Na Roma antiga, esses animais eram torrados e consumidos como uma iguaria. Os romanos os criavam em um pote de terracota especial chamado glirarium. Em estado selvagem, arganazes hibernavam durante todo o inverno. No glirarium, que era mantido escuro, eles hibernavam durante todo o ano, que é como eles eram engordados.
Quando já estavam bem rechonchudos, eram recheados com nozes e assados com mel e especiarias. Normalmente, eram servidos como aperitivo. O consumo desse prato mais tarde foi proibido. Hoje, arganazes selvagens ainda são caçados para virarem comida em algumas partes da Eslovênia e da Croácia.

5. Garça assada

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Um dos primeiros livros de culinária publicados em inglês foi escrito por volta de 1390 e chamado de “The Forme of Cury”. Tem muita variedade em suas 196 receitas, de coisas familiares como bolo branco e frango a focas, golfinhos, baleias, grous e até garças.
Ninguém sabe ao certo quem escreveu esse livro, mas, dada a grande variedade de espécies raras e ingredientes caros, pensa-se que foi um séquito real de cozinheiros. Eles trabalhavam com qualquer peixe ou ave que lhes era trazido, tentando fazer a melhor comida possível para a mesa do rei. O livro é notável por ser o primeiro de receitas em inglês a incorporar técnicas de outras culturas, essencialmente inventando a “fusão culinária”. Uma garça adulta pesa apenas cerca de 2 kg, de forma que seriam necessárias muitas para fazer um banquete real. O livro aconselha a assar a garça inteira, envolta em bacon e gengibre.

4. Ovo de iguana preta

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O exterior áspero com aparência de couro do ovo de iguana preta o faz parecer intragável para a maioria das pessoas, mas, na cultura maia, iguanas eram criadas exatamente por causa dessa iguaria.
Os primeiros europeus a fazerem contato com os maias descreveram seus hábitos alimentares como sendo do estilo “Quaresma”, já que comiam tão pouca carne. Eles cultivavam plantas, abelhas e insetos, mas não grandes mamíferos para fontes de proteína. Eles levaram para seu continente a iguana preta, que gastava menos tempo na água do que a iguana verde e podia ser mantida um vivo por um longo tempo sem comida ou água. Hoje, a caça e criação de iguanas são ilegais em muitas partes da América Central e do Sul, de modo que o sabor do ovo de iguana preta provavelmente ficará no passado.

3. Sanduíche de torrada

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Apesar de não causar ânsia como a maioria dos outros itens dessa lista, o sanduíche de torrada merece uma menção por pura esquisitice.
Como todos sabem, o vício em jogos de azar do Conde de Sandwich e a consequente necessidade de um alimento que exigisse apenas uma mão para comer inspirou a criação do sanduíche original. Mais tarde, em 1861, o livro Miss Beeton’s Book of Household Management foi publicado, com uma receita de “sanduíche de torrada”.
Como o nome sugere, ele é feito de uma fatia de torrada com manteiga com sal e pimenta colocada entre duas fatias de pão que não estão torradas. Variações incluem a adição de ovos, feijão, sardinha e/ou cenouras.
O livro de receitas antigo continua sendo um dos mais populares já vendidos e ainda é comercializado hoje, sanduíche de torrada incluído.

2. Âmbar cinza

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Na China antiga, o povo acreditava que pedaços de âmbar encontrados na costa eram saliva de dragão. O âmbar cinza na verdade vem de baleias (mais precisamente, da outra extremidade de baleias). Esta mistura de gordura e suco biliar se forma quando baleias tentam digerir substâncias rígidas (tais como bicos de lula). Os animais não consegue processá-las e acabam as liberando, mais ou menos como um cálculo biliar. Conforme flutua na superfície do oceano, o âmbar torna-se duro e ceroso.
O poderoso e almiscarado aroma do âmbar cinza tornou-se um ingrediente-chave em muitos perfumes, incluindo o famoso Chanel No. 5. Quem já provou essa iguaria jura que seu sabor é inesquecível.
No passado, o âmbar cinza era comido em muitas tradições diferentes. Na antiga Pérsia, era servido com sorvete de limão. Os franceses o colocavam no chocolate quente. Com o declínio das populações de baleias cachalote, a iguaria se tornou rara e é ilegal nos Estados Unidos.

1. So

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Este prato é uma raridade da culinária japonesa. É o único laticínio conhecido da história da cozinha do país. Produzido entre os séculos VIII e XIV no Japão, principalmente para as pessoas das classes nobres, o so era feito fervendo o leite até que se tornasse uma substância pastosa semissólida.
A iguaria era um símbolo de status e não de nutrição. Originalmente idealizada como forma de preservar o leite para que durasse mais nos dias pré-geladeira e pasteurização, relatos mostram como a comida era produzida, mas não como era seu sabor. Provavelmente lembrava iogurte, mas era extremamente concentrada, fina e azeda.
Como o gado, historicamente, só era criado no Japão para arar ou puxar carroças, nunca para produção de carne e leite, o prato desapareceu com a extinção da aristocracia.
Fonte: hypescience