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segunda-feira, 16 de abril de 2018

"Não podemos resolver tudo num dia mas, a par e passo, melhoramos o SNS"

De acordo com o primeiro-ministro, está em curso a construção de 113 centros de saúde e a abertura de 700 camas de cuidados continuados.

"Não podemos resolver tudo num dia mas, a par e passo, melhoramos o SNS"
António Costa e Adalberto Campos Fernandes estiveram presentes, esta segunda-feira, na inauguração das Unidades de Saúde de Monte Real - Carvide e de Cortes, do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral. O primeiro-ministro aproveitou esta oportunidade para refletir sobre a reforma da saúde em Portugal, uma conversa que não passou à margem também da discussão do défice da economia portuguesa

No entendimento do chefe do Governo, a reforma da saúde que tem sido aplicada ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) traduz-se, entre outros aspetos igualmente relevantes, no “desenvolvimento das unidades de saúde de cuidados primários”. Isto porque, justificou Costa, “é essencial que a saúde esteja próxima e que possamos prestar o maior número de serviços para que a necessidade de recurso às unidades hospitalares seja limitada àquilo que é estritamente necessário”.
O segundo pilar da reforma é materializado no “investimento nos cuidados continuados”. Para o primeiro-ministro, na atualidade, dado “o aumento da esperança média de vida, cada vez vivemos mais anos, o que significa que acumulamos um conjunto de patologias que com a idade se vêm a revelar. E não podemos sobrecarregar os hospitais, até porque há cuidados que, com vantagem, são prestados nos centros de cuidados continuados. Por isso, estas foram as duas grandes áreas que definimos como prioritárias para investir: cuidados primários e continuados”.
António Costa adiantou ainda que estão em curso 113 unidades de cuidados primários em todo o país e, ao nível dos cuidados continuados, foi fixada pelo Governo a meta de abertura de 700 camas anuais. “E conseguimos cumpri-la em 2016 e 2017 e vamos continuar a cumprir. Não podemos resolver tudo num dia mas, a par e passo, vamos encontrando respostas para as necessidades de termos um SNS cada vez melhor e melhores cuidados de saúde”.
O líder socialista recordou ainda uma questão que, realçou, “tem marcado as últimas semanas”: “Devíamos ter maior défice ou maior investimento em saúde? O país tem de fazer tudo simultaneamente. Houve um tempo que para ter menos défice se aumentavam as taxas moderadoras e não se contratavam médicos, enfermeiros e profissionais para o SNS”.
Porém, o que este Governo está a fazer “é diferente. Estamos a reduzir o défice, mas ao mesmo tempo estamos a construir 113 novos centros de saúde e já contratámos mais 7900 profissionais para o SNS. Isto porque os portugueses merecem e têm direito a ter mais e melhor SNS” Fonte: MADI/NM

Marcelo elogia "equilíbrio difícil" da governação em Portugal

O Presidente da República considerou hoje que Portugal tem uma "governação de legislatura", embora "com tensões", que busca "um equilíbrio difícil" entre consolidação orçamental e preocupação social, com "bons resultados" até agora, "muito bom" para o país.

Marcelo elogia "equilíbrio difícil" da governação em Portugal
É um equilíbrio difícil. Há os que dizem: é demasiada redução do défice. Há os que dizem: é demasiada preocupação social. O equilíbrio, nesta situação, é uma prova de vivência e maturidade democrática. É possível, na Europa, ter diferentes vias para a construção do equilíbrio financeiro. São diferentes, são diversas, umas à direita, outras à esquerda", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava na Universidade Carlos III, em Madrid, onde se encontra em visita de Estado a Espanha, acrescentou: "Então, Portugal tenta, busca apresentar uma via de equilíbrio -- até hoje, com bons resultados. Isto é muito bom para Portugal, é muito bom para os portugueses".
O chefe de Estado tinha sido questionado por uma aluna sobre o "sucesso da recuperação" económica de Portugal.
Na resposta, avisando que iria falar no seu "péssimo castelhano", o Presidente da República começou por recusar que se veja essa evolução económica recente como "um milagre", contrapondo que resulta do "trabalho de dois governos" e também de "causas externas".
Estavam presentes na sala a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, e os deputados Carla Barros, do PSD, Luís Testa, do PS, António Carlos Monteiro, do CDS-PP e Rita Rato, do PCP, que acompanham Marcelo Rebelo de Sousa na sua visita de três dias ao Reino de Espanha.
Marcelo Rebelo de Sousa centrou-se, depois, no "trabalho deste Governo, com a redução do défice, da dívida pública, com condições para o crescimento, para o emprego, para a justiça social, e também com a estabilidade política e social".
Referindo que os portugueses, "com os seus sacrifícios, criaram as condições para esta evolução económica", prosseguiu: "É isto um exemplo de democracia? É um exemplo de democracia, porque se faz com estabilidade política, com uma governação de legislatura, de quatro anos, com uma preocupação de estabilidade económica e social -- com tensões que são próprias da democracia".
Perante a plateia composta, sobretudo, por estudantes de mestrado, o Presidente da República descreveu o atual quadro político nacional dizendo que "há um Governo minoritário, com apoio parlamentar maioritário, há duas oposições fortes".
"Há uma preocupação de equilibrar o que é necessário para a redução do défice com a justiça social" e de "de recuperação do que foi sacrificado durante os anos da crise: quatro anos e meio de crise", acrescentou, concluindo: "É um equilíbrio difícil". Fonte: MADI/NM

"A extrema-esquerda não existe mais em Portugal". Palavra de Marcelo

O Presidente da República defendeu hoje que "a extrema-esquerda não existe mais em Portugal", durante uma conversa com alunos universitários, em Madrid, em que falou sobre o "equilíbrio difícil" da atual governação portuguesa.

"A extrema-esquerda não existe mais em Portugal". Palavra de Marcelo
Marcelo Rebelo de Sousa respondia a uma questão sobre migrações e refugiados, numa conferência sobre "Portugal e Espanha: Europa e América Latina", na Universidade Carlos III, na capital de Espanha, onde se encontra em visita de Estado

Na resposta, em castelhano, o chefe de Estado reiterou a mensagem de que no espetro político português há "uma unanimidade absoluta" quanto à abertura aos refugiados e, a este propósito, afirmou que Portugal não tem extrema-direita.
"Mesmo a extrema-esquerda não existe mais em Portugal. Há a esquerda mais ambiciosa nas suas posições", acrescentou o Presidente da República, sem se alongar mais sobre este tema.
Estavam presentes na sala a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, e os deputados que o acompanham nesta visita ao Reino de Espanha: Carla Barros, do PSD, Luís Testa, do PS, António Carlos Monteiro, do CDS-PP e Rita Rato, do PCP -- o Bloco de Esquerda optou por não se fazer representar.
Apesar de no domingo à noite, à chegada a Madrid, Marcelo Rebelo de Sousa ter declarado que não iria "falar de questões portuguesas" em Espanha, hoje comentou o atual quadro político nacional, nesta conversa com estudantes, e elogiou a procura de um "equilíbrio difícil" entre consolidação orçamental e preocupações sociais.
Segundo o Presidente da República, "Portugal tenta, busca apresentar uma via de equilíbrio -- até hoje, com bons resultados", o que "é muito bom para Portugal, é muito bom para os portugueses".
Por outro lado, em resposta a uma pergunta sobre a União Europeia, voltou a apresentar-se como "um otimista realista" e apelidou o primeiro-ministro, António Costa, de "um radical otimista".
O primeiro-ministro português "é sempre mais otimista, todos os dias diz: que maravilha, vai ser um dia sem nuvens, maravilhoso", descreveu. "Eu digo: depende", acrescentou.
"No entanto, em relação à Europa, temos de ser exigentes, mas otimistas, e voluntaristas", defendeu.
Na sua intervenção inicial, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que "2018 será um ano marcado na América Latina por importantes atos eleitorais" -- o Brasil vai eleger o novo Presidente em outubro -- e advertiu para "a importância das lideranças e da sua qualidade, perseverança e adesão aos ideais das sociedades livres e democráticas".
Sem mencionar nenhum país em concreto, falando da América Latina e da Europa em geral, o chefe de Estado disse que é preciso haver "constituições fortes e lideranças fortes, baseadas no respeito pelo Estado de direito", e sugeriu uma reflecção sobre como adaptar "sistemas políticos que são atrasados".
"Não será ignorando a força da mudança que a conseguiremos deter", aconselhou. Fonte: MADI/NM

"Conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco é o mínimo que nos devem"

No habitual espaço de comentário na SIC, Miguel Sousa Tavares mostrou que partilha da opinião de Rui Rio, nomeadamente em relação à divulgação da lista de devedores da Caixa Geral de Depósitos

"Conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco é o mínimo que nos devem"
No encerramento do congresso da JSD, o líder social-democrata aproveitou a oportunidade para lamentar, entre outros aspetos, a falta de ambição do programa de estabilidade. Rui Rio mostrou igualmente ser partidário da opinião de Mário Centeno, que defende a necessidade de Portugal continuar a diminuir o défice, porém considera pouco ambiciosa a previsão de descida de 1,1% para 0,7%. Para lá disso, o ex-autarca do Porto dirigiu farpas ao Governo, que preferiu aplicar 8 mil milhões de euros no apoio à banca do que gastar 300 milhões para atualizar os salários da função pública.

No entendimento de Miguel Sousa Tavares, face aos temas colocados em cima da mesa pelo líder partidário, “finalmente Rui Rio começou a falar e em temas com os quais estou completamente de acordo”.
Aliás, “falou de uma desejável diferença fiscal bem marcada para o interior do país que é algo que eu defendo há muito tempo”.
O jornalista, num habitual espaço de debate na televisão de Carnaxide, destacou ainda o tema que Rui Rio ‘repescou’, “e que já vinha do tempo de Passos Coelho”, designadamente sobre a lista de devedores à Caixa Geral de Depósitos (CGD) que deveria ser conhecida.
Para Sousa Tavares, “conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco, cujos débitos nós contribuintes vamos ter de pagar, é o mínimo que nos devem”.
Todavia, os “parceiros de Esquerda do Governo, que sempre foram tão críticos da negociata da banca, não se mostraram nada entusiasmados porque se trata do banco público", vincou o comentador, acrescentando ainda:
"Sabemos que os 4 mil milhões que o Estado teve de lá pôr se devem a políticas de gestão de favorecimento de compadrio. E que isto tenha acontecido no banco público é escandaloso. E aconteceu em tempos de euforia criminosa que ocorreram na banca pública e privada, em que houve uma espécie de falta de escrutínio épico de toda a gente. Ninguém se perguntava como as fortunas se faziam e as dívidas se acumulavam. Acho que o mínimo que é devido a quem vai pagar a conta é dizer quem são os devedores e quem são os senhores que autorizaram esses créditos”. Fonte: MADI/NM

Operação Marquês: Abertura de instrução até 3 de setembro

O antigo primeiro-ministro José Sócrates e os restantes arguidos da 'Operação Marquês' têm até dia 03 setembro para pedir a abertura de instrução do processo, por decisão judicial.

Operação Marquês: Abertura de instrução até 3 de setembro
Segundo uma fonte ligada ao processo, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre estipulou o dia 03 de setembro como prazo limite para ser requerida a abertura de instrução, uma fase processual facultativa e que é dirigida por um magistrado.

Há seis meses, o Departamento Central de Insvestigação Criminal acusou 28 arguidos, entre os quais o ex-primeiro-ministro de vários crimes ecónomico-financeiros, nomeadamente corrupção e branqueamento de capitais.
A notícia do prazo para abertura de instrução da 'Operação Marquês' foi avançada pela estação de televisão SIC, que hoje transmitiu uma peça jornalistica com o registo vídeo de partes dos interrogatórios do Ministério Público a José Sócrates.
A defesa de José Sócrates criticou na passada semana o Ministério Público por ainda não ter apresentado uma acusação "verdadeira e formal" contra o ex-primeiro-ministro, volvidos quase cinco anos após o início do processo Operação Marquês.
Em comunicado, o advogado Pedro Delille lembrou que fez a 12 de abril precisamente seis meses que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) considerou ultimados os procedimentos de notificação da acusação que apresentou no processo Operação Marquês, com a entrega ou disponibilização aos arguidos e aos assistentes dos "abundantes meios de prova em que afirmava basear as gravíssimas imputações feitas" a José Sócrates.
O inquérito Operação Marquês tem 28 arguidos acusados - 18 pessoas e nove empresas -- e está relacionada com a prática de quase duas centenas de crimes de natureza económico-financeira.
José Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente e em prisão domiciliária durante meses, está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.
Entre outros pontos, a acusação sustenta que Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santos (GES) e na PT, bem como por garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios do Grupo Lena.
Além de Sócrates, estão acusados o empresário Carlos Santos Silva, amigo de longa data e alegado `testa de ferro´ do antigo líder do PS, o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, os antigos administradores da PT Henrique Granadeiro e Zeinal Bava e o ex-ministro e antigo administrador da CGD Armando Vara, entre outros.
A acusação deduziu também um pedido de indemnização cível a favor do Estado de 58 milhões de euros a pagar por José Sócrates, Ricardo Salgado, Carlos Santos Silva, Armando Vara, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava e outros acusados. Fonte: MADI/NM

quinta-feira, 12 de abril de 2018

As 5 coisas mais bizarras que já enviamos ao espaço (além de um carro)

Ficou impressionado com o recente lançamento do carro de Elon Musk no espaço? Pois saiba que a humanidade já lançou muitos objetos estranhos no espaço, embora não tão impressionantes quanto o Tesla roadster. Confira lista:

5. Um globo de discoteca gigante

A “Estrela para a humanidade” é basicamente um globo de discoteca de um metro e 10 kg formado por 75 painéis reflexivos que gira rapidamente, refletindo os raios solares de volta para a Terra. Ele orbita a Terra a cada 90 minutos e está visível de todos os pontos da Terra.
Você pode acompanhar a localização do globo aqui (clique em “track” no canto superior direito) para descobrir quando ele vai passar por sua região. Dependendo da trajetória da Estrela para a Humanidade, pode levar meses para que esteja claramente visível de onde você está. A próxima vez que ele estará visível na região de São Paulo, por exemplo, será no dia 4 de março, e ficará visível por 2min30. Já na cidade de Manaus, ele ficará visível no dia 9 de março, por 3 minutos.
O globo é visível a olho nu, e pode ser melhor visto no amanhecer e pôr do sol. Ele é mais brilhante que as estrelas ao seu redor e sua luz é intermitente. Mas não pense que essa luz é incrivelmente intensa; a luz de um avião que passa é mais forte que a da “estrela”.
Foi criado pela empresa norte-americana Rocket Lab, e lançado da Nova Zelândia neste último mês de janeiro. O globo vai orbitar a terra por nove meses, quando deve começar a perder altitude e se desintegrar quando atravessar a atmosfera. Ele só será visível de cada ponto da Terra duas ou três vezes nestes 9 meses, por isso não perca a oportunidade de conferir a passagem.
Segundo a empresa, “A Estrela para a Humanidade foi criada para ser um símbolo no céu noturno para encorajar a todos a olhar para cima e refletir sobre o lugar da humanidade no universo”.

4. Cinzas humanas

Mais de mil cápsulas de restos de humanos cremados foram enviadas para o espaço desde 1994, pela empresa Celestis, especializada em “voos espaciais funerários”.
Entre as cápsulas está parte das cinzas do ator canadense James Doohan, o engenheiro Montgomery Scott da série Star Trek. Outras personalidades que estão no espaço são o astronauta L. Gordon Cooper Jr., e Mareta West, a primeira astrogeóloga do sexo feminino, geóloga da NASA que determinou o ponto exato para o primeiro pouso na lua.
Há várias opções para os clientes que desejam sair da Terra depois de mortos: “Subida da Terra”, um lançamento e retorno à Terra; “Órbita da Terra”, um lançamento para a órbita terráquea; “Luna”, o lançamento para a órbita ou superfície lunar; e “Voyager”, o lançamento para o espaço profundo. Para os vivos, há também a opção de enviar o seu DNA para o espaço. Neste caso, basta enviar uma amostra da saliva em um cotonete para a empresa.
O pacote mais simples custa US$1.295 e o próximo lançamento está agendado para o segundo bimestre de 2018, partindo dos Estados Unidos.

3. Um cão



Todo mundo já ouviu falar na história da Laika, a cachorrinha de rua mais azarada da face da Terra. A cadela foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar o planeta, a bordo da nave Sputnik 2, no dia 3 de novembro de 1957. A palavra “laika” em russo é usado para várias raças de cães parecidas com os husky.
Laika tinha seis quilos e três anos de idade quando foi capturada nas ruas de Moscou para o programa espacial soviético. Ela foi treinada com outros dois cães: Albina e Mushka. Albina foi lançada duas vezes em um foguete suborbital para provar sua resistência a grandes alturas, e Mushka participou de testes de instrumentação. Laika foi selecionada para a missão orbital e Albina era sua substituta.
Laika morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento, provavelmente de estresse e superaquecimento. A nave teve uma falha no sistema de controle térmico. Mesmo se seu compartimento estivesse na temperatura correta, porém, a cadelinha não sobreviveria à missão. O Sputnik 2 não estava preparado para regressar à Terra de forma segura, e havia o plano de liberar comida envenenada para Laika no 10º dia. O governo da União Soviética, porém, havia divulgado que ela voltaria à superfície da Terra em segurança. Apenas em 2002 a real causa e hora da morte de Laika foram divulgados no Congresso Mundial do Espaço em Houston por um cientista que participou do lançamento da nave.
O Sputnik 2 explodiu ao entrar em contato com a atmosfera no dia 14 de abril de 1958, depois de 163 dias do lançamento.

2. Uma bola de golfe

O astronauta Alan Shepard, da missão Apollo 14, deu uma tacada em uma bola de golfe na superfície da lua. Ele comentou a tacada, dizendo que ela pareceu viajar por “milhas e milhas e milhas”. O astrofísico Ethan Siegel, do site ScienceBlogs, calculou que ele poderia facilmente fazer a bola viajar por 2,5 milhas (4 km). Este é certamente o recorde de maior distância de lançamento de uma bola de golfe.

1. Uma torta de carne e batatas

Uma torta foi enviada para a estratosfera em um balão climático em 2016. Esta foi uma experiência para observar como a estrutura molecular do alimento se comporta a uma altura de 32 km em relação ao nível do mar. A torta foi liberada na cidade de Wigan (Reino Unido), e voltou à superfície a 80 km da primeira cidade, em Yorkshire.
Os responsáveis pelo experimento foram entusiastas do SentIntoSpace.
Confira a missão da torta no vídeo abaixo:


10 fatos “doentios” sobre viagens espaciais

Você já deve ter sonhado alguma vez na vida em viajar pelo espaço, ver as estrelas de perto e a Terra de longe, contemplar o infinito do universo.
De fato, tudo isso soa incrível – e é, pelo o que os astronautas nos contam -, mas a vida no espaço definitivamente não é apenas um mar de rosas. Confira alguns fatos desesperadores sobre viagens espaciais:

10. A NASA não sabe o que fazer com os astronautas que morrem no espaço

A NASA não tem planos concretos sobre o que fazer se um astronauta morrer no espaço. Na verdade, a NASA nem espera que os astronautas morram no espaço, por isso não os treina sobre o que fazer no caso da morte de um colega.
E, no entanto, pessoas podem de fato morrer em missões. Uma opção estudada pela agência foi liberar o corpo para o espaço. Não rola, porque as Nações Unidas proíbem o despejo de lixo, o que inclui corpos, no espaço, por medo de que possam colidir com naves espaciais ou contaminar outros planetas.
Outra opção é armazenar o corpo dentro da nave espacial e enterrá-lo ao retornar à Terra. Também não é uma boa alternativa, pois pode colocar a vida dos outros astronautas em risco.
Uma última opção, se o homem chegar a colonizar Marte, é usar o corpo como fertilizante. Contudo, não sabemos muito bem se os seres humanos fazem bons fertilizantes

A NASA está atualmente trabalhando com a Promessa, uma empresa de enterro, para desenvolver o que eles chamam de “Body Back”. Com esse dispositivo, um cadáver é selado dentro de um saco hermético e preso ao exterior da nave espacial, onde será exposto às temperaturas frias extremas do espaço. O corpo deve congelar, vibrar e, finalmente, quebrar-se em partículas pequenas e finas à medida que a nave viaja pelo espaço. Quando chegar na Terra, tudo o que restará do astronauta morto é poeira.

9. Astronautas bebem urina reciclada

O acesso a água doce é um problema no espaço. Os astronautas americanos da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) obtêm a maior parte de sua água reciclando-a, através do Sistema de Recuperação da Água introduzido em 2009.
Assim como o nome indica, o sistema permite que os astronautas recuperem a maior parte da água que perdem através de suor e urina, ou ao escovar os dentes e fazer café. Os americanos não reciclam apenas sua própria urina; eles também reciclam a de cosmonautas, já que os russos não querem reciclar seu próprio xixi.
De acordo com Layne Carter, gerente de subsistema de água da NASA para a ISS, a água reciclada tem o mesmo gosto da engarrafada.

8. Astronautas perdem músculo, massa óssea e sofrem de envelhecimento prematuro

O ambiente de microgravidade do espaço provoca envelhecimento prematuro nos astronautas. A pele envelhece mais rapidamente, torna-se mais seca e mais fina, e é propensa à coceira. Como se isso não bastasse, seus ossos e músculos ficam mais fracos também.
Os astronautas perdem 1% de sua massa muscular e até 2% de sua massa óssea a cada mês que passam no espaço. Uma viagem de quatro a seis meses para a Estação Espacial Internacional pode levar à perda de cerca de 11% da massa do osso do quadril. As artérias também não são poupadas. Elas ficam mais rígidas, como seria de esperar em pessoas com 20 ou 30 anos mais velhas. Isso faz com que os astronautas sejam suscetíveis a problemas cardíacos e derrames.

O canadense Robert Thirsk sofreu de fraqueza, ossos frágeis e falta de equilíbrio depois de passar seis meses no espaço. Ele disse que se sentia como um idoso quando voltou para a Terra.
O envelhecimento prematuro é agora reconhecido como um dos efeitos colaterais da viagem espacial, embora os astronautas possam reduzir seu efeito se exercitando durante duas horas por dia.

7. Viagens espaciais podem deixar os astronautas inférteis

Há suspeitas de que missões espaciais a longo prazo podem tornar os astronautas inférteis.
Em um experimento, ratos machos suspensos acima do chão durante uma experiência de seis semanas de duração, imitando a falta de gravidade do espaço, tiveram testículos encolhidos e contagem de espermatozoides severamente baixa, o que os tornou praticamente inférteis. Ratas fêmeas tiveram um destino semelhante ou pior. Seus ovários deixaram de funcionar após apenas 15 dias. Quando voltaram para um ambiente terrestre, o gene responsável pela produção de estrogênio (o hormônio feminino) tornou-se redundante, enquanto as células que produziam óvulos começaram a morrer.
A viagem espacial também tem sido associada à perda de libido. Em um experimento, dois ratos machos e cinco fêmeas enviados para o espaço se recusaram a se acasalar.
No entanto, alguns pesquisadores insistem que viagem espacial não tem nada a ver com libido ou infertilidade. Ovos de peixe e rã enviados para o espaço fertilizaram-se, embora as crias de rã nunca tenham passado de girinos. Astronautas homens também já engravidaram suas esposas dias depois de retornarem à Terra, enquanto mulheres já engravidaram logo depois de retornar de missões espaciais, embora tenham uma taxa de aborto espontâneo mais alta.
Os efeitos das viagens espaciais na reprodução continuam discutíveis. A pesquisa sobre isso é difícil, pois a NASA se recusou fornecer a contagem de espermatozoides de seus astronautas por razões de privacidade.

6. A maioria dos astronautas tem “ânsia espacial”

Apesar dos avanços na tecnologia, a “ânsia espacial” continua sendo um dos maiores problemas das viagens para o espaço.
Mais de metade dos astronautas apresentam náusea, dor de cabeça, vômito e desconforto geral, todos sintomas dessa doença também chamada de “síndrome de adaptação espacial”.
Um notável astronauta que experimentou essa condição é o ex-senador americano Jake Garn. Quando retornou à Terra, ele nem conseguia andar corretamente. A ânsia espacial de Garn era tão terrível que seu nome se tornou uma medida informal para a doença – astronautas podem avaliar seus sintomas com frases como “um garn”, “dois garns”, “três garns”, e assim por diante.
Enquanto a NASA ainda não encontrou uma solução para a condição, criou um dispositivo de alerta precoce que permite que os astronautas saibam que estão prestes a ficar doentes.

5. Todos os astronautas usam fraldas

Ao fazer o primeiro traje espacial, os cientistas se esqueceram de que astronautas podem precisar fazer xixi enquanto os utilizam. Este descuido fez com que o astronauta Alan Shepard, o primeiro americano no espaço, urinasse xixi dentro de seu traje.
A NASA temia que a urina pudesse estragar os componentes elétricos do traje. Para evitar cenários semelhantes durante futuras missões, a NASA apresentou um dispositivo parecido com um preservativo que os astronautas usavam enquanto estavam em seus trajes espaciais.
Por motivos óbvios, este dispositivo tornou-se um problema quando as mulheres começaram a frequentar o espaço.
Na década de 1970, a NASA apresentou um sistema de gerenciamento de urina e fezes denominado “Disposable Absorption Containment Trunk” (DACT, ou algo como “Tronco de Contenção de Absorção Descartável”).
O DACT era usado por ambos os sexos, embora tenha sido feito especificamente para mulheres. Em 1988, a NASA substituiu o DACT pelo “Maximum Absorbency Garment” (MAG ou “Traje de Absorvência Máxima”), que é basicamente uma fralda para adultos, exceto que foi modificada para se parecer com shorts.
Cada astronauta recebe três MAGs por missão. Eles usam um ao entrar no espaço, um ao retornar e mantêm o terceiro como extra.

4. Os astronautas têm risco de contrair doenças genitourinárias, então precisam de masturbar no espaço

Os astronautas estão sempre em risco de contrair doenças genitourinárias enquanto estão no espaço. É provável que os homens desenvolvam prostatite, enquanto as mulheres correm o risco de infecções do trato urinário.
Entre 1981 e 1998, 23 dos 508 astronautas da NASA enviados para o espaço sofreram problemas genitourinários. Embora esta estatística comprove que as doenças só afetem uma pequena porcentagem de astronautas, não são problemas menores e podem levar ao término de missões espaciais.
Por exemplo, em 1985, o cosmonauta Vladimir Vasyutin, da então União Soviética, foi forçado a retornar à Terra depois de passar apenas dois meses de uma estadia prevista de seis meses na estação espacial Salyut-7. Vladimir sofreu de prostatite grave, o que lhe causou febre, náuseas e dores graves sempre que urinava.
Marjorie Jenkins, assessora médica da NASA, esclareceu que a prostatite poderia ser um dos efeitos da diminuição da ejaculação. Quando os homens não ejaculam o suficiente, bactérias podem se acumular na próstata e causar uma infecção.
Não se sabe se os astronautas são obrigados a se masturbarem durante missões espaciais, mas alguns já falaram sobre isso, dando a entender que o fazem.

3. Serviços médicos de emergência são inexistentes no espaço

A NASA não possui equipamentos médicos sofisticados a bordo de suas naves, ou mesmo na ISS, apenas drogas e equipamentos básicos que se qualificam como primeiros socorros. Isso significa que os astronautas não podem ser tratados para outras coisas além de doenças simples.
Então, o que acontece quando um astronauta fica gravemente doente ou mesmo precisa de cirurgia? A NASA exige que ele seja enviado de volta à Terra. Através de um acordo com a Agência Espacial Russa, Roscosmos, um foguete Soyuz de emergência é lançado para recuperar o doente. Além do astronauta enfermo, o foguete retornaria com dois astronautas extras, pois exige uma tripulação de três homens.
Tal viagem custaria centenas de milhões de dólares, e um astronauta gravemente doente pode até não sobreviver à jornada – e isso porque a ISS não é tão longe de nós.
Por conta dessas dificuldades, a NASA, através de uma das suas subsidiárias, o National Space Biomedical Research Institute (NSBRI), tem financiado várias agências para criar equipamentos médicos únicos que podem lidar com doenças complicadas, como ataques cardíacos e apendicite, no espaço.

2. As drogas são menos eficazes no espaço

A maioria das drogas disponíveis no espaço não são tão eficazes como seriam se fossem administradas aqui na Terra.
Durante um estudo, pesquisadores reuniram oito kits de primeiros socorros com 35 drogas diferentes, incluindo medicamentos para dormir e antibióticos.
Quatro dos kits foram enviados para a Estação Espacial Internacional, enquanto os restantes foram mantidos em uma câmara especial no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston.
Após 28 meses, as drogas enviadas para a ISS se provaram menos eficazes do que as mantidas no centro espacial. Seis das drogas espaciais também tinham liquefeito ou mudado de cor, em comparação com apenas duas mantidas no centro espacial.
Os pesquisadores acreditam que a perda de eficácia é causada pela vibração e radiação excessivas que os medicamentos recebem no espaço. Por enquanto, a NASA reduz a gravidade desse problema ao substituir os medicamentos na ISS a cada seis meses. No futuro, pretende melhorar a embalagem e os ingredientes utilizados na fabricação de drogas enviadas para o espaço.

1. Envenenamento por dióxido de carbono é um problema no espaço

A ISS possui uma concentração maior que a média de dióxido de carbono. Na Terra, a concentração de CO2 é de aproximadamente 0,3 mm Hg, mas pode atingir até 6 mm Hg na estação espacial.
Efeitos adversos desfavoráveis como dores de cabeça, irritação e dificuldades de sono, que se tornaram norma entre os astronautas, são algumas das consequências dessa concentração alta.
Ao contrário da Terra, onde o dióxido de carbono que deixa o corpo se dispersa no ar, o CO2 exalado por astronautas forma uma nuvem acima de suas cabeças. A ISS tem ventiladores especiais a bordo para dispersar essas nuvens, e a NASA também exigiu que a concentração de CO2 na ISS seja reduzida para 4 mm Hg. No entanto, isso ainda é maior que o nível recomendado, de 2,5 mm HG.
Para reduzir a concentração a esse nível, os ventiladores se desgastariam mais rápido, de forma que a agência norte-americana precisa trabalhar em uma solução melhor para esse problema
Fonte: MADI/hypescience